Segundo informações do Portal da Transparência, o ministro recebeu cinco parcelas de R$ 600 do benefício em 2020, totalizando R$ 3 mil. O auxílio emergencial foi criado para atender trabalhadores informais, desempregados e pessoas que perderam renda durante a crise sanitária e econômica provocada pela pandemia.
Na época dos pagamentos, Édipo cursava doutorado “sanduíche” entre a Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e a Universidade Federal do Pará (UFPA), com bolsa financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ligada ao Ministério da Educação.
Os dados apontam que, em abril e maio de 2020, o atual ministro recebeu R$ 2,2 mil mensais da bolsa de estudos, além do auxílio emergencial. Já em agosto e setembro, quando passou a ocupar função comissionada no Ministério da Agricultura, os vencimentos chegaram a R$ 12,7 mil e R$ 15,6 mil, respectivamente, enquanto continuava recebendo parcelas de R$ 600 do benefício.
De acordo com a assessoria do Ministério da Pesca, os valores do auxílio foram devolvidos posteriormente. A pasta afirma ainda que parte dos depósitos ocorreu de forma retroativa, devido a atrasos no pagamento do benefício, e que o pedido teria sido realizado antes da posse dele no cargo público.
Édipo Araújo trabalhou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro na área ligada à pesca e foi promovido ao comando do Ministério da Pesca já na gestão Lula. A pasta é controlada pelo PSD, partido comandado por Gilberto Kassab.
Os pagamentos registrados foram:
- Abril de 2020: R$ 2,2 mil de bolsa da CAPES + R$ 600 de auxílio emergencial;
- Maio de 2020: R$ 2,2 mil de bolsa da CAPES + R$ 600 de auxílio emergencial;
- Julho de 2020: R$ 600 de auxílio emergencial;
- Agosto de 2020: R$ 12.776 de salário no Ministério da Agricultura + R$ 600 de auxílio;
- Setembro de 2020: R$ 15.631 de salário no Ministério da Agricultura + R$ 600 de auxílio.


