Mesmo após acusações de que Jaques Wagner (PT-BA) teria sido o responsável por trair o governo e atuado ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) na rejeição histórica de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá Wagner na liderança do governo no Senado.
Messias teve 34 votos a favor de sua indicação, sete a menos do que o necessário.
O que chamou a atenção dos aliados na postura de Wagner foi uma conversa, vazada pela TV Senado, com Alcolumbre, em que o presidente da Casa diz a ele que Messias perderia por oito votos.
Amigo de Wagner há 40 anos, Lula aparentou não gostar dos ataques ao senador. Lula teria o chamado a uma conversa no Palácio da Alvorada após a votação, onde estavam presentes Messias e os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Defesa, José Múcio Monteiro.

