O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender publicamente o impeachment do ministro Gilmar Mendes. O episódio ganhou novos contornos após a divulgação de um vídeo satírico publicado por Zema nas redes sociais.
A gravação sugere, de forma humorística, uma suposta troca de favores entre Mendes e o ministro Dias Toffoli, no contexto de investigações relacionadas ao chamado caso Banco Master. A repercussão levou o magistrado a solicitar providências ao STF.
Reação no Supremo e investigação
Diante da publicação, Gilmar Mendes acionou o ministro Alexandre de Moraes, relator do chamado Inquérito das Fake News, pedindo a apuração de possíveis irregularidades no conteúdo divulgado. A medida abre caminho para que o caso seja analisado no âmbito da investigação que apura disseminação de informações falsas e ataques às instituições.
Moraes, por sua vez, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá avaliar se há elementos suficientes para eventual inclusão de Zema no inquérito.
Críticas ao Senado e defesa de posição
Em entrevista à RedeTV!, Zema criticou a atuação do Senado Federal, especialmente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, por não dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF. Segundo ele, a falta de análise dessas solicitações demonstra omissão do Legislativo.
O ex-governador também defendeu o teor da publicação que motivou a reação judicial, argumentando que o material tem caráter satírico e não deveria ser interpretado como crime. Para Zema, a resposta do Judiciário representa um "atentado à democracia".
Conteúdo do vídeo
O vídeo em questão utiliza fantoches para encenar um suposto diálogo envolvendo decisões judiciais, incluindo referências à anulação de medidas como quebras de sigilo determinadas em comissões parlamentares de inquérito. A peça foi compartilhada nas redes sociais e rapidamente ganhou repercussão, ampliando o embate entre o político e integrantes da Suprema Corte.
O episódio reforça o clima de tensão entre setores do meio político e o Judiciário, especialmente em temas relacionados à liberdade de expressão e aos limites de críticas dirigidas às instituições.


