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Política

há 2 meses

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Dino propõe nova reforma do Judiciário com pena rigorosa para juízes

Confira pontos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs uma nova reforma do Poder Judiciário, defendendo que o Brasil precisa de mudanças, e que elas devem abranger todos os segmentos do sistema. A porposta foi apresentada em um artigo publicado no "ICL Notícias".

Confira as medidas sugeridas pelo ministro:

  • revisão de competências do STF e de tribunais superiores;
  • alterações na tramitação de processos eleitorais;
  • revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral;
  • requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais;
  • critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas.
  • instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa;
  • criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos;
  • procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados;
  • composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades;
  • direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como "aposentadoria compulsória punitiva" e a multiplicação de parcelas indenizatórias;
  • critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais;
  • garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação;
  • regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais;
  • arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública;
  • medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.

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