Chefes de Estado dos Estados Unidos e do Irã se reuniram por 21 horas entre o último sábado (11) e a madrugada deste domingo (12), em um hotel de luxo no Paquistão. Apesar do diálogo extenso, não houve acordo, deixando o cessar-fogo de duas semanas ainda mais frágil.
Após a reunião, autoridades de ambos aproveitaram para trocar acusações. Do lado americano, de que as negociações foram um fracasso porque o Irã não se comprometeu a abandonar o programa nuclear, e que o resultado do diálogo foi pior para o Irã.
Já o Irã culpa os Estados Unidos pela falta de consenso, e afirma que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança das autoridades iranianas.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que agora cabe a Washington decidir se quer, de fato, estabelecer um diálogo confiável
"Os EUA compreenderam a lógica e os princípios do Irã e agora é o momento de decidirem se podem ou não conquistar a nossa confiança", disse Qalibaf, em uma publicação nas redes sociais.
O cessar-fogo de duas semanas acaba no dia 22 de abril, e nenhum dos lados informou o que acontecerá após o término do prazo, sempre atribuindo ao "oponente" a responsabilidade sobre o desfecho.
O Irã se mantém aberto ao diálogo, e aguarda um posicionamento mais efetivo e flexível dos Estados Unidos.


