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Política

há 2 meses

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Moraes determina prisão de sete réus por fake news sobre o processo eleitoral em 2022

O chamado Núcleo 4 tem penas que vão de 7 a 14 anos de prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não há mais possibilidade de apresentação de recursos.

O grupo foi acusado de promover desinformação e propagar fake news sobre o processo eleitoral brasileiro, fazendo ataques virtuais à instituições e autoridades, nas eleições em que o ex-presidente Jair Bolsnaro foi derrotado, em 2022.

Alems

Nesta manhã, foram presos pelo exército o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, condenado a 17 anos de prisão em regime fechado; o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, condenado a 14 anos de prisão, também em regime fechado; e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, condenado a 13 anos e seis meses de prisão em regime fechado.

Durante a noite, foi preso o major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros, condenado a 13 anos de prisão em regime fechado. 

O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e passará a cumprir pena definitiva de 14 anos e 6 meses em regime fechado.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi preso, pois está foragido desde dezembro do ano passado. Ele foi condenado a 7 anos e seis meses em regime semiaberto.

O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu, condenado a 15 anos e seis meses de prisão em regime fechado, também não foi preso, pois está nos Estados Unidos.

Os réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

Carlos Carlos Cesar Moretzsohn foi o único condenado somente por dois crimes: organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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