O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou quadro de fadiga e desequilíbrio ao longo da última semana, além de registrar um episódio pontual de soluço, conforme informações divulgadas em boletim médico nesta sexta-feira (10).
Relatório médico indica evolução gradual
O documento, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, foi elaborado pelo cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o relatório, Bolsonaro mantém a pressão arterial controlada e apresenta discreta melhora em relação às semanas anteriores, embora ainda relate cansaço e dores no ombro direito.
“Na última semana apresentou apenas 1 episódio de soluço de curta duração, sem necessidade de medicação extra”, diz o relatório.
O médico também destacou a rotina de reabilitação: “Seguindo rigorosamente o protocolo de fisioterapia 3 vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória 6 vezes por semana, foi iniciado exercícios de forca para os membros inferiores, com objetivo de melhorar quadro de desequilibro e reduzir probabilidade de quedas”.
Ainda segundo o documento, o exame físico apontou alterações na ausculta pulmonar, com redução dos murmúrios vesiculares na base do pulmão esquerdo, enquanto o lado direito apresentou padrão normal. Um ortopedista também acompanha o caso, mantendo tratamento analgésico para as dores no ombro.
Fisioterapia e limitações
A rotina de fisioterapia teve início na segunda-feira (6), com foco no fortalecimento muscular da região dorsal e da chamada cintura escapular, visando ganho de força e preparação para procedimento cirúrgico.
“Durante a sessão, foi possível realizar parte dos exercícios propostos; entretanto, os exercícios específicos para o ombro não puderam ser executados, uma vez que o paciente relatou dor em todos os movimentos tentados, associada à limitação de amplitude. Na mesma sessão, foram aplicadas intervenções de laserterapia no ombro, além de técnicas de agulhamento e liberação miofascial”, cita o relatório.
As atividades foram retomadas na quinta-feira (9), com avanço na execução dos exercícios, incluindo o uso de resistência elástica.
“O paciente relatou melhora do quadro álgico no ombro, bem como evolução na mobilidade articular. Contudo, devido à presença de crise de soluços, observou-se aumento de tensão na região cervical, acompanhado de dor na região dorsal. Diante desse quadro, foram novamente realizadas intervenções com agulhamento, liberação miofascial e aplicação de laserterapia”, registra o documento.


