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Internacional

há 3 meses

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Irã afirma que futuro do Estreito de Ormuz será definido com Omã após guerra

Declaração ocorre em meio a tensões com os EUA e reforça controle regional sobre rota estratégica

O governo do Irã declarou que qualquer decisão sobre o futuro do Estreito de Ormuz após o fim do conflito na região será tomada em conjunto com Omã. A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos, que têm feito ameaças recentes envolvendo a via marítima.

Segundo o chanceler, o estreito está localizado em águas sob influência direta dos dois países, e eventuais definições sobre sua administração cabem exclusivamente a eles.

Alems

Restrições durante o conflito

Em entrevista à Al Jazeera, Araghchi afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto, mas com limitações para nações em confronto com o Irã. “Durante a guerra, não podemos permitir a passagem daqueles que estão em guerra conosco”, declarou.

Ele acrescentou que embarcações de países considerados aliados têm conseguido transitar mediante acordos específicos, garantindo fluxo parcial na região.

Sem negociações com os EUA

O ministro também negou a existência de negociações formais com os Estados Unidos, destacando que há apenas troca indireta de mensagens. “Neste momento, não há negociação entre nós”, disse.

De acordo com Araghchi, propostas divulgadas pela imprensa internacional, como um suposto plano americano com múltiplos pontos, não passam de especulações e não foram oficialmente analisadas por Teerã.

Condições para diálogo e posição russa

O governo iraniano reafirmou que não aceita um cessar-fogo nas condições atuais e condiciona qualquer eventual diálogo ao encerramento completo do conflito, além de garantias contra novos ataques e compensações. “Não há base para negociação”, afirmou o ministro, ao rejeitar também prazos impostos por Washington: “Não aceitamos deadlines”.

Araghchi ainda declarou que o país está preparado para prolongar o confronto e seguirá atingindo alvos americanos na região, negando ataques intencionais a países vizinhos.

Em paralelo, a Rússia defendeu que decisões sobre a navegação no Estreito de Ormuz sejam tomadas com base no consenso entre os países da região. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que qualquer tentativa de transferir o controle a atores externos ou criar mecanismos sem aval dos Estados do Golfo não contribuirá para reduzir as tensões.

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