O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou que poderá encaminhar ao governo dos Estados Unidos eventuais denúncias envolvendo a atuação de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. Segundo ele, as informações seriam compartilhadas com integrantes da administração de Donald Trump, além de parlamentares e veículos de comunicação internacionais.
Em entrevista, o ex-parlamentar afirmou que acompanhará o processo eleitoral e que pretende agir caso identifique situações que considere irregulares, mencionando inclusive a possibilidade de sanções por parte dos EUA.
Monitoramento e comunicação internacional
Eduardo Bolsonaro destacou que pretende utilizar diferentes canais para divulgar suas denúncias, inclusive em tempo real. “Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse o ex-deputado.
Ele acrescentou que buscará interlocução com diferentes esferas de poder e visibilidade nos Estados Unidos. “À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Onde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, afirmou.
Críticas ao TSE e menção a relatório dos EUA
O ex-parlamentar também comentou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, classificando o documento como um “alerta” ao TSE em relação a possíveis episódios de censura durante o período eleitoral.
“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta, e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou o ex-deputado.
Eduardo Bolsonaro ainda avaliou que decisões da Corte eleitoral teriam adotado critérios distintos em processos envolvendo os candidatos nas eleições de 2022. Segundo ele, autoridades brasileiras poderiam ser alvo de medidas por parte do governo norte-americano. “O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, disse.


