O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou nesta quinta-feira (26) que está à disposição para contribuir com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga denúncias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A possível participação ocorre após a aprovação de requerimento que também inclui o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.
Durante a manifestação, Galípolo ressaltou que há interlocução constante entre o Banco Central e as comissões parlamentares, e que a definição sobre eventual comparecimento leva em conta tanto as agendas institucionais quanto o cronograma dos trabalhos legislativos.
Agenda e colaboração institucional
O dirigente mencionou ainda compromissos internacionais previstos para o início de abril, quando deve participar das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional. Apesar disso, reforçou a disposição da autoridade monetária em contribuir com o andamento das investigações.
"Eu sei que há um diálogo ali permanente com cada uma das CPIs e a gente está analisando qual é a melhor maneira de poder, como sempre, estar aqui à disposição para esclarecer. E considerando isso em relação às agendas, que são as próprias agendas das CPIs, produções de relatório e conclusão, e as nossas", disse.
Banco Central reforça papel de transparência
Galípolo destacou que, independentemente da presença em audiências, o Banco Central segue aberto a prestar informações dentro dos limites legais.
"Sempre dentro da legalidade, daquilo que as decisões judiciais e a lei permitem, o Banco Central está sempre à disposição para esclarecer", afirmou.
A CPMI foi instalada para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao INSS e tem convocado autoridades e ex-gestores para prestar esclarecimentos ao longo das apurações.


