O governador de Ronaldo Caiado (União Brasil) fez duras críticas ao governo federal neste sábado (14), durante o encontro político “Pra Frente Goiás”, realizado em Jaraguá. Em discurso para apoiadores e lideranças regionais, ele acusou o Partido dos Trabalhadores de não enfrentar o crime organizado e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria um “embaixador das facções criminosas”.
A declaração ocorreu em meio a críticas à política nacional de segurança pública e foi recebida com aplausos pelo público presente no evento.
“Esse PT, que o presidente é embaixador das facções criminosas (...) nunca teve coragem de enfrentar o crime”, afirmou para o público que acompanhava o encontro.
Caiado tem se posicionado nos últimos anos como um dos governadores mais críticos ao governo federal, especialmente nas áreas de segurança pública e combate ao crime organizado. O discurso ocorre também em um momento de intensificação das articulações políticas visando as eleições presidenciais de 2026.
Comparação com a política de segurança em Goiás
Durante o discurso, o governador comparou o cenário nacional com a situação da segurança pública em Goiás, afirmando que o estado conseguiu reduzir a criminalidade com uma postura mais rígida do governo.
“Aqui em Goiás também era tomado (pelo crime). Na hora que o Caiado entrou, ele (o crime) viu a mão forte do governo”, disse.
Ele também reforçou o apoio às forças de segurança e afirmou que a polícia goiana se tornou uma das mais eficientes do país justamente por contar com respaldo da administração estadual.
Educação aparece como vitrine da gestão
No mesmo evento, Caiado também destacou os resultados da rede pública de ensino estadual e afirmou que Goiás se tornou referência nacional na área.
Segundo ele, antes de sua gestão as escolas enfrentavam sérios problemas estruturais e dependiam até de arrecadações feitas pela comunidade escolar para realizar reparos.
“Chovia mais dentro dos colégios do que do lado de fora”, afirmou.
O governador também relembrou dificuldades antigas na merenda escolar e citou o chamado “turno da fome”, situação em que estudantes passariam o período escolar sem alimentação adequada.
Caiado afirmou que o estado passou a liderar indicadores nacionais de ensino e convidou outros estados a conhecerem o modelo educacional goiano.
“Que venha São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul. Se quiser saber de educação, venha para Goiás, porque aqui nós sabemos ensinar nossas crianças”, declarou.
Entre as medidas citadas por ele estão a distribuição de uniformes e de computadores para estudantes da rede pública.
“Tem dignidade hoje! Meus alunos todos ali com seu uniforme maravilhoso. O pai orgulhoso vendo o filho chegar com aquele Chromebook do governo em casa para estudar. E quando chega no terceiro ano, [o governo] continua ajudando ele para passar no vestibular”, afirmou o governador.
Discurso reforça articulação para 2026
O encontro “Pra Frente Goiás” também serviu para fortalecer a base política do governador e discutir cenários para as eleições de 2026.
Caiado voltou a defender o modelo de gestão adotado em Goiás como exemplo de administração pública e indicou que pretende levar essa experiência para o debate nacional.
“O Governo de Goiás mostrou como se faz política. Não é política de oportunismo, não é política de corrupção, não é política, vamos dizer assim, de barra de saia. É política de resultado, é política de trabalho, é política de resultado junto ao povo”, afirmou o governador.
Ele também relembrou a escolha de Daniel Vilela como vice-governador e destacou a parceria política construída nos últimos anos.
“Eu que fui lá no diretório do MDB convidá-lo para ser meu vice e dizer: você vai governar Goiás”, declarou.
Ao comentar uma eventual candidatura à Presidência da República, Caiado afirmou que os próximos passos dependem de uma definição estratégica do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, prevista para ocorrer ainda neste mês.
Demonstrando entusiasmo com a disputa, o governador afirmou estar pronto para iniciar uma campanha nacional após deixar o cargo.
“Estou louco para ir para essa campanha nacional”, pontuou.


