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Diplomacia

há 3 meses

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Vieira discuti com Rubio proposta dos EUA sobre classificação de facções brasileiras como terrorista

Telefonema também abordou possível visita de Lula a Washington nas próximas semanas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone neste domingo (8) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Entre os temas discutidos esteve a possibilidade de o governo norte-americano classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Durante o contato, o chanceler brasileiro tentou convencer o representante dos EUA a não incluir grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.

Alems

Tentativa de evitar classificação

Segundo informações de bastidores do governo, o Brasil tem atuado diplomaticamente para impedir que a proposta avance. A avaliação de autoridades brasileiras é que a medida poderia trazer consequências jurídicas e políticas amplas, inclusive no âmbito internacional.

Nos Estados Unidos, a iniciativa vem sendo discutida dentro do governo e poderia atingir organizações criminosas com atuação internacional, incluindo facções brasileiras ligadas ao narcotráfico.

O governo brasileiro, porém, demonstra preocupação com os possíveis efeitos da classificação. Integrantes do Executivo avaliam que o enquadramento dessas organizações como grupos terroristas poderia abrir espaço para ações externas sob o argumento de combate ao crime organizado.

Viagem de Lula aos Estados Unidos

Além do debate sobre segurança, os dois chanceleres também trataram da possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.

A expectativa inicial era que o encontro ocorresse ainda em março, mas questões de agenda e a situação internacional — incluindo tensões no Oriente Médio — podem levar o compromisso para abril.

Debate também ocorre no Brasil

A possibilidade de equiparar facções criminosas a organizações terroristas já foi discutida anteriormente no Congresso Nacional brasileiro. A proposta voltou a ganhar força após sinalizações do governo norte-americano de que poderia adotar formalmente essa classificação.

No entendimento do governo federal, além de implicações diplomáticas, a medida também poderia gerar reflexos econômicos, como impacto na confiança de investidores estrangeiros e no setor de turismo.

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