A Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle da República Islâmica e alertou que embarcações que não seguirem os protocolos estabelecidos poderão ser atacadas e afundadas.
A região estratégica liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerada uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Segundo o brigadeiro-general Kiumars Heidari, vice-comandante da base militar Khatam al-Anbiya — comando central unificado das forças armadas iranianas — o controle do trânsito marítimo seguirá normas previstas no direito internacional em tempos de guerra.
“De acordo com as leis e resoluções internacionais, as regras de trânsito pelo Estreito de Ormuz estarão sob controle da República Islâmica”, afirmou o militar em entrevista a emissoras locais.
Ele acrescentou que qualquer violação das normas por navios que cruzarem a região poderá resultar em ações militares, incluindo ataques diretos e o afundamento das embarcações.
A declaração ocorre no sexto dia do novo conflito na região, que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que governava o país desde 1989.
De acordo com a organização de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, pelo menos 1.114 civis morreram no Irã desde o início dos confrontos, incluindo 181 crianças. A entidade ainda analisa quase 900 outras mortes relatadas.
Os contra-ataques iranianos também provocaram baixas entre forças aliadas dos Estados Unidos. Seis soldados norte-americanos morreram no Kuwait, onde também foram registradas outras duas mortes militares e a de uma criança. Além disso, os primeiros ataques resultaram na morte de dez israelenses e de uma pessoa no Bahrein.


