A senadora Tereza Cristina (PP) evitou comentar o aumento de até 396% no IPTU e saiu em defesa da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), durante entrevista concedida nesta sexta-feira (27). Segundo a parlamentar, a gestora - reeleita após dois anos e oito meses de mandato - assumiu a prefeitura em meio a dificuldades administrativas e financeiras.
Cotada como possível candidata a vice-presidente em uma eventual chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), Tereza também descartou a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), ao Senado. Conforme declarou, o partido deve manter o acordo político para apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e compor aliança com os nomes do PL, entre eles o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.
Durante a entrevista, a senadora reforçou que Adriane “pegou uma situação muito complicada” ao assumir o Executivo municipal, em abril de 2022. À época, porém, a própria prefeita havia declarado que as finanças estavam equilibradas e que havia recursos em caixa para dar continuidade às obras iniciadas na gestão anterior.
A administração municipal enfrenta críticas relacionadas à infraestrutura urbana, com reclamações sobre buracos em ruas e avenidas, além de dificuldades na área da saúde e atrasos em obras públicas. A construção do novo hospital municipal, por exemplo, segue sem definição desde o ano passado.
Questionada sobre o cenário, Tereza afirmou que a gestão precisa de tempo para reorganizar os serviços e que, com o fim do período chuvoso, a expectativa é de avanço nas frentes de trabalho.
Mesmo diante das críticas sobre reajustes tributários, como a atualização do IPTU e da taxa de lixo, a senadora preferiu destacar a necessidade de equilíbrio fiscal e reiterou apoio político à prefeita.
Nos bastidores, a movimentação reforça o alinhamento do PP com o projeto de reeleição do governador e com a formação de uma frente política para as eleições de 2026.


