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Eleições

há 4 meses

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Avaliação de Lula despenca após Carnaval e aproxima oposição em cenário eleitoral

Levantamentos recentes mostram piora nos índices de aprovação e crescimento da desaprovação, com impacto potencial nas eleições de 2026

Depois do Carnaval de 2026, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma oscilação negativa, conforme revela a mais recente pesquisa dos institutos AtlasIntel/Bloomberg. Os números, divulgados entre os dias 19 e 24 de fevereiro, indicam que a desaprovação ao governo superou a aprovação, evidenciando uma tendência de desgaste entre os eleitores brasileiros nas últimas semanas.

Linha do tempo da avaliação pública

Antes do Carnaval — Estabilidade frágil
No início de 2026, a aprovação do presidente ainda mantinha uma base considerável de apoio, embora já tivesse mostrado sinais de fragilidade em levantamentos anteriores. Diversas pesquisas realizadas ao longo do ano passado destacaram oscilações na percepção pública, com recuos e pequenas recuperações intercaladas. Isso indicava um quadro volátil, com apoio firme, mas não robusto.

Alems

Carnaval e repercussão — Ponto de inflexão
O ponto de virada para os números mais recentes acontece logo após o Carnaval. A pesquisa divulgada no dia 25 de fevereiro mostra que 51,5% dos entrevistados desaprovam o desempenho de Lula como presidente, contra 46,6% que aprovam. Essa é a primeira vez desde 2025 que a desaprovação ultrapassa 51% e a aprovação cai a um nível tão baixo.

Além disso, a avaliação qualitativa do governo — medida pelo percentual de entrevistados que consideram a gestão como “ótima” ou “boa” — recuou de forma expressiva, enquanto a parcela que considera o governo “regular” mais que dobrou em relação ao mês anterior.

Política e eleições — Consequências imediatas
Esses números não apenas retratam a percepção do eleitorado sobre o governo atual, mas também funcionam como termômetro para o cenário eleitoral de 2026. Em simulações envolvendo possíveis adversários, a diferença entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, se estreitou consideravelmente — chegando a empate técnico em eventual segundo turno.

Uma leitura além dos números

Se há algo que estes resultados evidenciam, é a vulnerabilidade política que hoje se instala no Palácio do Planalto. Não se trata apenas de uma oscilação natural, comum em governos de longo mandato, mas de um desgaste que coincide com decisões e eventos que dividiram a opinião pública nos últimos meses. A perda de terreno após uma data festiva tradicional — quando governos normalmente tentam reforçar a imagem positiva — revela que parte considerável do eleitorado está insatisfeita com a condução das prioridades nacionais.

Esse recuo não é um acidente estatístico, é um sinal claro de que o eleitor está exigindo respostas concretas, especialmente em economia e segurança pública. Ignorar essa tendência é subestimar a vontade popular e só beneficia quem se coloca como alternativa no cenário político.

É preciso olhar para esses dados com senso crítico: não são apenas números, mas uma expressão do desgaste de um projeto de poder que hoje encontra mais resistência do que adesão espontânea. O eleitor mostrou, mais uma vez, que não aceita uma narrativa única e que, em 2026, a disputa tende a ser mais acirrada e menos previsível do que muitos imaginavam.

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