A divulgação de uma nota em apoio ao ministro do Supremo abriu uma crise interna no Progressistas e colocou a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina no centro do embate político. A parlamentar liderou um movimento de contestação dentro da sigla após o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, assinar posicionamento favorável ao ministro Dias Toffoli.
Líder do Partido Progressistas no Senado, Tereza reagiu publicamente ao documento divulgado pela federação partidária, afirmando que a manifestação não foi debatida previamente com a bancada. Em nota conjunta com outros senadores, ela sustentou que o texto não representava a posição oficial do grupo no Congresso, ampliando o desgaste interno.
A movimentação rapidamente ganhou repercussão no meio político. Parlamentares da oposição elogiaram a postura da senadora, enquanto integrantes do próprio partido manifestaram solidariedade ao posicionamento crítico. O episódio evidenciou fissuras na federação partidária em meio à repercussão de investigações que envolvem o nome do ministro.
O caso ocorre em um contexto de tensão institucional, alimentado por pedidos de impeachment contra Toffoli e debates sobre a atuação do Judiciário. Para aliados de Tereza, a reação buscou preservar a autonomia da bancada e marcar posição diante da crise. Já para analistas políticos, o racha expõe divergências estratégicas dentro do partido e pode influenciar alianças futuras no cenário nacional.

