A apresentação da escola Acadêmicos de Niterói no Sambódromo da Marquês de Sapucaí colocou o Carnaval no centro do debate político nacional. O desfile, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou reação imediata de parlamentares de oposição, que apontaram possível propaganda eleitoral antecipada.

Nos dias que antecederam a folia, partidos tentaram barrar a apresentação na Justiça. O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou os pedidos, mas sinalizou que eventuais excessos poderiam ser analisados posteriormente, caso houvesse indícios de irregularidades.
Após o desfile, lideranças oposicionistas anunciaram que devem recorrer a órgãos de controle. O senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira foram alguns dos que criticaram o conteúdo apresentado, defendendo apuração sobre possível uso político do evento. O senador Sergio Moro também mencionou possível abuso de poder.
A repercussão aumentou por causa de alegorias que fizeram referências a adversários políticos e episódios recentes da política brasileira. Críticas também partiram da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas, que questionaram a postura da Justiça Eleitoral.
Integrantes do governo e aliados, por outro lado, sustentam que a homenagem faz parte da tradição cultural do Carnaval e não tem caráter eleitoral.


