O exilado Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã deposto pela Revolução Islâmica de 1979, voltou a protagonizar um forte pedido internacional ao conclamar os Estados Unidos a considerar uma intervenção militar no Irã. A declaração foi feita na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde o opositor afirmou que o atual regime iraniano estaria à beira do colapso diante de intensos protestos e repressão interna.
Segundo Pahlavi, a situação no Irã se agravou com uma campanha de prisões em massa e intimidação promovida pelas autoridades, depois que manifestações que começaram por motivos econômicos se transformaram em um dos maiores levantes sociais no país desde 1979. Para ele, uma ação externa poderia “agilizar o processo” de mudança de regime e permitir que o povo retome as ruas em busca de um novo governo.
Pedido de intervenção e justificativas
Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos desde antes de seu pai ser deposto, disse que seus apelos não se limitam apenas a uma ação militar tradicional, mas também destacam a necessidade de apoio humanitário para proteger civis e reduzir o sofrimento causado pela repressão. Em entrevistas e discursos, ele ressaltou que sinais de fragilidade do governo iraniano tornam possível que uma intervenção possa enfraquecer ou acelerar a queda do regime clerical.
“É uma questão de tempo. Esperamos que este ataque acelere o processo e que o povo possa finalmente voltar às ruas e levar o movimento até a queda definitiva do regime”, declarou Pahlavi fora dos debates oficiais da conferência, onde representantes do governo iraniano não foram permitidos.
Pahlavi também afirmou que os protestos refletem um desejo profundo de mudança entre os iranianos, e que a falta de reformas e de abertura política só fortalece sua convicção de que o país precisa de apoio internacional mais decisivo para superar o atual impasse.
Reações, contexto político e diplomático
O apelo por intervenção dos EUA surge em um momento de crescente tensão geopolítica entre Washington e Teerã. Autoridades americanas vêm mantendo negociações com o Irã sobre questões nucleares, ao mesmo tempo que demonstram pressão militar ao posicionar grupos de porta-aviões no Oriente Médio. Apesar disso, o governo dos EUA tem enfatizado que a diplomacia permanece como prioridade, embora figuras como o próprio presidente tenham comentado que uma mudança de poder em Teerã seria benéfica.
A oposição iraniana, entretanto, permanece dividida em diversas facções e não tem presença consolidada dentro do país, o que torna qualquer cenário de intervenção internacional altamente complexo e incerto. Enquanto isso, Pahlavi continua a chamar atenção para a situação dos manifestantes e para os recursos necessários para acabar com o que ele considera um regime repressivo.
“É uma questão de tempo. Esperamos que este ataque acelere o processo e que o povo possa finalmente voltar às ruas…”, afirmou Pahlavi ao falar sobre sua perspectiva de mudança no Irã durante a conferência.


