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Eleições

há 4 meses

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Força política à vista: direita em movimento e articulações no centro-esquerda rumo a 2026

PL quer influenciar chapas regionais e reforçar núcleo econômico; PSB trabalha para manter Alckmin na vice de Lula

As articulações eleitorais começam a ganhar forma no cenário nacional e estadual com menos de um ano para o pleito de 2026. O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que está empenhado em conduzir negociações que envolvem composição de chapas eleitorais e a estratégia de campanha da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Ao mesmo tempo, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) intensifica esforços para manter o atual vice-presidente Geraldo Alckmin como companheiro de chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

PL amplia negociações e busca referências econômicas

Valdemar afirmou que buscará um diálogo com Flávio Bolsonaro assim que ele retornar ao país para sugerir que o ex-ministro da Economia Paulo Guedes assuma papel de destaque na campanha como principal articulador econômico, inspirado no conceito de “Posto Ipiranga”, que caracterizou a presença de Guedes em campanhas anteriores da direita. A ideia, nas palavras de dirigentes do PL, é “reforçar a confiança junto ao mercado e ao eleitorado e consolidar um plano econômico coeso para 2026”.

Alems

Além disso, Valdemar tem pressionado para que o PL negocie a indicação de candidato a vice-governador na chapa à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Ele sugeriu, por exemplo, o nome do deputado estadual André do Prado (PL-SP) para essa posição, destacando a importância de a legenda ampliar sua participação nas principais disputas estaduais.

PSB lidera movimento para manter Alckmin no posto de vice

No campo da centro-esquerda, o presidente do PSB, João Campos, tem dedicado esforços para assegurar a permanência de Geraldo Alckmin na vice-presidência da chapa de Lula. Campos esteve no Palácio do Planalto em reunião com o presidente nesta semana, reiterando ao petista que a continuidade da aliança entre PT e PSB, com Alckmin ao lado de Lula, é estratégica para a campanha de reeleição.

“Para o partido é importante a manutenção do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa… Tenho certeza que os dois vão construir da melhor forma”, declarou Campos a jornalistas após o encontro no Planalto.

O PSB enxerga na figura de Alckmin não apenas um vetor de estabilidade política, mas também um símbolo de amplitude na coligação e de fortalecimento em estados-chave, como São Paulo — o maior colégio eleitoral do país. Embora Lula e dirigentes do PT tenham considerado negociações com o MDB para ocupar a vaga de vice, o PSB defende a continuidade de Alckmin no posto.

Alckmin resiste a outras opções

Aliados do vice-presidente afirmam que ele pode optar por não disputar eleição neste ano caso não seja confirmado como candidato a vice de Lula, segundo interlocutores próximos. Alckmin tem evitado comentar publicamente o assunto, mas, nos bastidores, demonstra preferência por permanecer na chapa presidencial em vez de migrar para uma disputa estadual ou outra função eleitoral.

Essas movimentações ocorrem em um ambiente político em intenso processo de articulação. Flávio Bolsonaro já anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, enquanto o campo governista busca consolidar alianças e definir a composição final das chapas que disputarão as eleições de 2026.

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