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há 4 meses

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Presidente do PT afirma que articulação com o Centrão é compatível com a estratégia do partido

Edinho Silva sustenta diálogo com União Brasil e Progressistas e diz que alianças variam conforme o cenário nacional e estadual

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (10) que o diálogo mantido com partidos do Centrão, como União Brasil e Progressistas (PP), não representa incoerência política, mesmo diante de divergências internas e da presença de aliados do bolsonarismo em algumas regiões do país.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa GloboNews Em Ponto, ao ser questionado sobre as recentes movimentações políticas do governo federal em busca de ampliar sua base de apoio no Congresso.

Alems

Segundo Edinho, o diálogo ocorre porque essas siglas integram formalmente o governo, ainda que existam diferenças ideológicas entre setores dos partidos.

"É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte. Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada estado brasileiro", afirmou.

Reaproximação com lideranças do PP

O dirigente petista comentou especificamente sobre a retomada de conversas com o presidente do PP, Ciro Nogueira, senador pelo Piauí. Ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), Nogueira passou a adotar postura crítica ao atual governo após deixar o cargo, apesar de já ter sido aliado do PT em gestões anteriores.

Nos bastidores, a leitura no PT é que a reaproximação busca reduzir a possibilidade de o Progressistas se alinhar à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República e filho mais velho do ex-presidente.

Edinho, no entanto, afastou a hipótese de que o diálogo implique apoio eleitoral do PT à tentativa de reeleição de Ciro Nogueira ao Senado. Pesquisas internas indicam cenário competitivo no Piauí, onde o partido já definiu sua estratégia.

"Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael à reeleição e ao Senado é o Marcelo e o Julio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país", disse.

O estado é governado pelo petista Rafael Fonteles, que aparece com índices elevados de aprovação e deve buscar a reeleição em outubro.

Papel de Alckmin em 2026

Durante a entrevista, Edinho Silva também comentou sobre o futuro político do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo ele, o PT avalia que Alckmin tem liberdade para escolher qual cargo pretende disputar nas eleições de 2026.

"Se ele entender que nas eleições de 2026 o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice, nós respeitaremos", afirmou.

O presidente do PT ressaltou o prestígio do vice-presidente dentro da legenda e citou a recepção calorosa recebida por Alckmin em eventos partidários recentes.

"Nós temos pelo vice-presidente um respeito imenso. O partido tem, no ato em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Partido mostrou e demonstrou muito carinho pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Eu tenho dito que o vice-presidente será candidato ao cargo que ele quiser. E, claro, nós queremos apoio de todos os partidos que pertencem à base do presidente Lula", completou.
 

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