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Eleições

há 4 meses

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Simone Tebet se aproxima de São Paulo e avalia troca do MDB pelo PSB

Ministra do Planejamento discute futuro político com Lula, mas ainda mantém domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, tem concentrado suas articulações políticas em São Paulo e aparece cada vez mais cotada para disputar as eleições no estado, seja ao Senado ou ao governo paulista — possibilidade que só existe fora de Mato Grosso do Sul. Apesar do avanço das conversas, ela ainda não formalizou a mudança de domicílio eleitoral nem a troca de partido.

Nos bastidores, a avaliação é de que a definição não passa mais pelo “se”, mas pelo “quando”. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra após o Carnaval, depois de uma conversa decisiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve selar o rumo da ministra no pleito de outubro.

Alems

Conversas finais e cenário partidário

A aliados, Tebet tem dito que aguardará esse encontro com Lula para tomar a decisão final e que as informações divulgadas até agora refletem interesses de diferentes grupos políticos. Até o momento, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela segue filiada ao MDB — partido ao qual está vinculada há 27 anos — e mantém o domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Ainda assim, a migração para o PSB é considerada provável caso a ministra confirme a candidatura por São Paulo. O movimento ganharia força diante do cenário no campo governista paulista, marcado pela resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em concorrer neste ano, e pela sinalização do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de que não pretende disputar cargo eletivo no estado.

Projeto político em São Paulo

A possível candidatura de Simone Tebet ao governo paulista surge como alternativa para fortalecer o palanque do presidente Lula em São Paulo, estado onde o PT enfrenta dificuldades históricas. A legenda nunca venceu a disputa estadual e chegou ao segundo turno apenas duas vezes: em 2002 e em 2022.

Nesse contexto, Tebet já indicou que aceita transferir o domicílio eleitoral e encarar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, restando apenas o aval final do presidente da República para transformar as especulações em candidatura oficial.

Há, porém, setores do PT que ainda tentam convencer Haddad a rever a decisão de não concorrer. Nesse desenho, Tebet poderia integrar a chapa majoritária como candidata ao Senado. A meta dos petistas seria, ao menos, repetir o desempenho de 2022, quando Haddad alcançou 35,7% dos votos no primeiro turno e 44,73% no segundo.

Reações e expectativas

Do lado da oposição, a aposta é que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) consiga resolver a eleição ainda no primeiro turno, o que abriria espaço para atuar com mais liberdade no cenário nacional. Para o campo governista, o objetivo central seria evitar uma vitória ampla e antecipada.

Pesquisas internas citadas por aliados de Tebet indicam que a ministra pode surpreender na disputa paulista, sobretudo por seu perfil mais ao centro e pelo fator inédito de uma mulher comandar o maior estado do país. Avaliações de aliados de Tarcísio apontam, inclusive, que ela poderia representar um desafio maior do que Haddad ou Alckmin.

No PT de São Paulo, a eventual candidatura de Tebet não encontra resistência, embora a preferência interna ainda recaia sobre Haddad.
 

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