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política

há 4 meses

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Empate técnico entre Reinaldo, Nelsinho e Contar acirra tensão interna na base aliada

Empate técnico entre Reinaldo, Nelsinho e Contar acirra tensão interna na base aliada

A disputa pelas duas vagas ao Senado dentro do grupo governista promete ser uma das mais acirradas da próxima eleição. Pesquisa recente de intenção de voto indica um cenário de equilíbrio entre os principais nomes, o que deve levar a definição dos candidatos a depender não apenas dos números quantitativos, mas também de análises qualitativas do eleitorado.

O ex-governador e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, aparece como favorito para ocupar a primeira posição da chapa, mas já não mantém a mesma folga registrada em levantamentos anteriores. De acordo com pesquisa do Instituto Ranking, Reinaldo lidera com 20% das intenções de voto para o primeiro senador, seguido de perto por Nelsinho Trad (PSD), com 18,6%, e Capitão Contar (PL), com 17,4%. Considerando a margem de erro, os três estão tecnicamente empatados.

Alems

No cenário de segundo voto, Nelsinho Trad aparece à frente, com 19,2%, enquanto Capitão Contar soma 18%. Reinaldo surge na terceira colocação, com 16,6%, o que reforça o clima de indefinição dentro da base aliada.

A pressão interna aumentou após a filiação de Capitão Contar ao PL, ampliando a disputa por espaço na chapa majoritária. A movimentação gerou desconforto entre aliados de Reinaldo e acirrou a concorrência com outros nomes interessados, como Gerson Claro e Marcelo Miglioli, ambos do PP, além de Gianni Nogueira, também do PL.

Embora o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, tenha declarado publicamente que a composição com Reinaldo e Contar estaria definida, o ex-governador adotou um discurso mais cauteloso. Segundo ele, a escolha final passará por pesquisas, especialmente as qualitativas, que avaliam o perfil, a aceitação e a sintonia dos candidatos com o eleitorado.

Reinaldo defende que o processo será conduzido em diálogo com os partidos aliados e que fatores como estrutura política, apoio partidário e percepção popular terão peso decisivo. Para o ex-governador, o cenário ainda está em aberto e pode sofrer mudanças até a consolidação das candidaturas

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