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Supremo

há 5 meses

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Moraes manda Roberto Jefferson iniciar cumprimento de pena definitiva em prisão domiciliar

Ex-deputado condenado pelo STF seguirá em regime fechado, mas autorizado a permanecer em casa, no Rio, sob medidas restritivas já impostas pela Corte

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) os últimos recursos apresentados pela defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson e determinou o início do cumprimento definitivo da pena imposta ao político, em regime fechado. Apesar disso, o magistrado autorizou que Jefferson permaneça em prisão domiciliar, mantendo as medidas cautelares fixadas anteriormente.

A decisão marca o trânsito em julgado do processo — fase em que não há mais possibilidade de recurso — e consolida a condenação definida pelo plenário da Corte no fim de 2024.

Alems

Prescrição parcial e abatimento da pena

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes reconheceu a prescrição dos crimes de calúnia e incitação pública à prática de dano qualificado, levando em conta a idade do condenado, que tem 72 anos. Com isso, as penas correspondentes a esses delitos deverão ser descontadas do total fixado pelo STF.

Jefferson havia sido condenado a 9 anos, 1 mês e 5 dias de prisão pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.

A Procuradoria-Geral da República acusou o ex-deputado de incentivar a população a invadir o Senado Federal e a “praticar vias de fato” contra parlamentares, além de defender a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Histórico de prisões e episódios de resistência

Ao longo das investigações, Roberto Jefferson permaneceu preso preventivamente. Em uma das ocasiões em que teve a prisão novamente decretada, ele resistiu ao cumprimento da ordem judicial e atacou agentes da Polícia Federal com tiros, episódio que agravou sua situação perante o Supremo.

Preso inicialmente em 2021, no âmbito do inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra a democracia, Jefferson foi levado ao Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Em janeiro de 2022, a prisão foi convertida em domiciliar, com restrições semelhantes às atuais.

No entanto, o ex-deputado descumpriu a proibição de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, o que levou Moraes a determinar seu retorno ao presídio. Na ocasião, Jefferson reagiu à ordem judicial e disparou contra policiais federais.

Tratamento de saúde e retorno à prisão domiciliar

Em julho de 2023, Jefferson deixou o presídio para tratar problemas de saúde. Posteriormente, o STF autorizou que ele permanecesse internado em um hospital particular, mantendo a custódia.

Já em maio do ano passado, Alexandre de Moraes voltou a autorizar o cumprimento da prisão em regime domiciliar, decisão agora mantida com o início da execução definitiva da pena.

Entre as medidas cautelares impostas ao ex-deputado estão:

  • uso de tornozeleira eletrônica;

  • suspensão do passaporte;

  • proibição de deixar o país;

  • vedação ao uso de redes sociais, inclusive por terceiros;

  • proibição de conceder entrevistas a veículos nacionais ou internacionais;

  • restrição de visitas, limitadas a advogados e familiares.

Com a decisão desta segunda-feira, o STF encerra a fase recursal do caso e formaliza o cumprimento da condenação imposta ao ex-parlamentar.
 

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