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há 5 meses

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PSD reúne três governadores e se projeta como opção de centro-direita em 2026

Com a filiação de Ronaldo Caiado, partido passa a contar também com Eduardo Leite e Ratinho Júnior como possíveis candidatos em 2026; grupo defende definição por consenso e unidade na campanha

A entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, no PSD consolidou o partido como um dos principais polos de articulação da centro-direita para a eleição presidencial de 2026. Ao lado dos governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná), Caiado passou a integrar um trio de presidenciáveis que avalia um cenário nacional sem a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e se coloca como alternativa ao bolsonarismo.

Os três governadores concederam entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, nesta quarta-feira (28), um dia após a filiação de Caiado ao partido comandado por Gilberto Kassab, movimento que alterou as articulações políticas em curso para 2026.

Alems

Definição do nome será por diálogo interno

Questionados sobre como o PSD escolherá seu candidato à Presidência, os governadores afirmaram que a decisão será tomada internamente, sem a realização de prévias. A previsão é que o nome seja definido até abril, prazo que coincide com o período de desincompatibilização dos cargos executivos.

Segundo Eduardo Leite, o partido aposta em consenso e negociação entre suas lideranças.

"Tem um processo interno que tem um grau de complexidade e, ao mesmo tempo, de simplicidade. Não haverá prévias, não há nenhuma discussão do partido de fazer prévias, é pelo diálogo, pela discussão interna, o entendimento daquela candidatura que melhor consiga encontrar espaço junto aos eleitores", disse.

Ratinho Júnior reforçou que o foco imediato dos governadores é concluir os mandatos até o início de abril, quando o partido pretende avançar na decisão final.

Tarcísio fora da disputa e Flávio no horizonte

Durante a entrevista, os governadores avaliaram que Tarcísio de Freitas tende a buscar a reeleição ao governo de São Paulo, o que abriria espaço para o PSD no plano nacional. Para Eduardo Leite, esse caminho já vem sendo sinalizado pelo próprio governador paulista.

"O governador Tarcísio tem nosso profundo respeito, mas naturalmente se visualiza que o caminho que ele terá será a reeleição como governador em São Paulo, que é um caminho legítimo e até compreensível", afirmou.

Ratinho Júnior classificou Tarcísio como um “grande cabo eleitoral” e destacou seu peso político, além de lembrar sua proximidade com a família Bolsonaro.

"Tem um peso político muito grande e que eu vejo que naturalmente, e ele já tem dito isso, que apoia a candidatura do Flávio Bolsonaro até por uma ligação histórica que ele tem politicamente com a família", disse.

Alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo

Os três governadores afirmaram que a estratégia do PSD é ocupar um espaço próprio no campo da centro-direita. Caiado defendeu que múltiplas candidaturas no primeiro turno fortalecem a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ajudam a construir um cenário de pós-bolsonarismo.

"É a estratégia correta, mais inteligente que se tem", afirmou. "Nós temos uma frente da centro-direita que vai disputar essa vaga e vai ser um candidato que vai sair pelo PSD, o [Romeu] Zema e o Flávio [Bolsonaro]".

Eduardo Leite afirmou que a legenda busca representar uma direita reformista e democrática.

"O país precisa encontrar novas opções do centro para a direita, é nisso que eu acredito", disse. "Aquela candidatura que emergir vai sair muito mais fortalecida para representar o campo de uma direita reformista, democrática, com pensamento liberal e que respeite as diferenças".

Ratinho Júnior criticou a polarização entre lulismo e bolsonarismo, classificando o embate como improdutivo.

"Nós temos é buscado construir um projeto de um novo Brasil que saia dessa discussão menor e partidária", afirmou. "Esse fla-flu político não tem trazido o benefício para Dona Maria para o seu zé não tem melhorado a vida dessas pessoas".

Compromisso de unidade e alianças futuras

Apesar de ainda não haver definição sobre eventual vice na chapa presidencial, Caiado ressaltou que há um compromisso de apoio integral ao candidato escolhido pelo partido.

"Não, não tem esse compromisso [de ser vice], não. O nosso compromisso é de os outros que não foram escolhidos, lógico, uma vaga, eles ficarão na campanha daquele que for levar a bandeira do PSD", disse.

Sobre um eventual segundo turno, Ratinho Júnior avaliou que alianças no campo da centro-direita tendem a ocorrer de forma natural, inclusive com o PL.

"Penso que é um caminho meio da centro-direita natural apoiar quem esteja nesse campo", afirmou.

Com três governadores competitivos e discurso alinhado, o PSD tenta se consolidar como uma alternativa eleitoral fora da polarização tradicional, enquanto organiza internamente sua estratégia para 2026.

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