O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que foi surpreendido pela dimensão da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização que saiu de Paracatu (MG) e terminou em Brasília (DF), reunindo milhares de pessoas ao longo de mais de 200 quilômetros. A declaração foi feita em entrevista ao Contexto Metrópoles, publicada nesta quarta-feira (28).
Segundo o parlamentar, a adesão ao ato superou as expectativas iniciais, especialmente por ocorrer fora do período eleitoral e atrair participantes que não se identificam integralmente com a direita.
“Foi uma experiência única. Eu não esperava toda essa adesão espontânea e longe das eleições. Faltam 10 meses ainda. Muitas pessoas que não compactuam com tudo da direita, mas que compreenderam o movimento […] Foi gradativo, não foi estático como outras manifestações que fizemos em Belo Horizonte e São Paulo”, afirmou Nikolas.
Caminhada reuniu aliados e outros nomes da direita
A mobilização contou com a presença e o apoio de outros parlamentares alinhados ao campo conservador, entre eles os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE). Outros políticos de direita também manifestaram apoio ao longo do trajeto e na chegada à capital federal.
O ato ganhou projeção nacional não apenas pelo número de participantes, mas também pelo episódio ocorrido no último dia da caminhada, quando uma descarga elétrica atingiu manifestantes durante uma tempestade.
Raio deixa feridos e gera reação política
De acordo com informações divulgadas após o ocorrido, ao menos 30 pessoas foram atingidas por um raio e precisaram de atendimento médico, algumas em estado grave. Apesar do susto, não houve mortes.
Questionado sobre críticas e reações políticas ao episódio, Nikolas minimizou a responsabilização do ato pelo ocorrido e comparou o caso a situações semelhantes em outras mobilizações.
“Se pesquisar sobre ‘MST garoto de 9 anos morre em acampamento por raio’, ninguém da esquerda nunca culpou o MST por isso. Tem atos do Lula que continuaram mesmo sob forte chuva. Acho que essa indignação seletiva cansa”, disse o deputado.
A caminhada e seus desdobramentos continuam repercutindo no meio político e nas redes sociais, especialmente em um ano pré-eleitoral marcado por disputas narrativas e mobilizações de rua.


