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Eleições

há 5 meses

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De saída da SRI para eleições, Gleisi aponta Olavo Noleto como "nome natural" para a sucessão

Ministra deve deixar o cargo em março para concorrer ao Senado no Paraná; secretário-executivo do Conselhão é o mais citado para assumir a articulação política do governo

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta quarta-feira (28) que Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, surge como o “sucessor natural” para comandar a pasta após sua saída do governo. A declaração foi feita enquanto Gleisi se prepara para deixar o ministério e disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026.

A ministra deve se desligar oficialmente do cargo no fim de março, prazo compatível com as exigências da legislação eleitoral. Questionada por jornalistas na Esplanada dos Ministérios sobre quem poderá assumir a SRI, Gleisi evitou antecipar uma decisão, mas indicou que a continuidade do trabalho é um critério central para a escolha.

Alems

Continuidade na articulação política

“Mas, obviamente quem vai anunciar é o presidente Lula. O presidente acha que quem assume tem que dar sequência ao que nós fizemos até agora. Quem está dentro dos ministérios, em secretarias-executivas pode assumir e completar o trabalho”, disse a ministra.

A Secretaria de Relações Institucionais é considerada uma das áreas mais estratégicas do governo federal, responsável pela articulação política com o Congresso Nacional, negociação de pautas prioritárias e diálogo direto com parlamentares.

Gleisi, que está licenciada do mandato de deputada federal, explicou que a decisão de concorrer ao Senado ocorreu após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inicialmente, a intenção era disputar a reeleição para a Câmara, mas a estratégia do Palácio do Planalto levou à mudança de planos.

“Em uma conversa com o presidente Lula, e dentro da estratégia de disputa efetiva, ele me chamou para ser candidata a senadora. Aceitei com alegria. Já fui senadora e temos chance de boa campanha. Com isso, me licencio no final de março”, afirmou.

Perfil do possível sucessor

Olavo Noleto está atualmente à frente do Conselhão, órgão que reúne ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir e propor políticas públicas ao governo federal. O conselho é vinculado à própria SRI.

Antes disso, Noleto já havia ocupado o cargo de secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, quando a pasta era comandada por Alexandre Padilha, o que reforça sua familiaridade com a dinâmica da articulação política no Executivo.

Gleisi integra o grupo de mais de 20 ministros que devem deixar o governo nos próximos meses para disputar cargos eletivos em 2026. Pela legislação eleitoral, integrantes do primeiro escalão precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril.

Saídas no governo e cenário eleitoral

Além da SRI, outras pastas também devem passar por mudanças. Um dos casos citados pela ministra é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pode deixar o cargo para disputar as eleições em São Paulo. Segundo informações de bastidores, o atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, é apontado como possível sucessor.

Gleisi defendeu publicamente a entrada de Haddad na disputa eleitoral, argumentando que o momento exige engajamento total do campo progressista.

“A gente está numa fase histórica de defesa da democracia. Nós não temos o direito de deixar a extrema direita voltar a governar esse país. Esse é o compromisso histórico que esse campo político tem, o campo progressista. E o presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade que ele tem”, afirmou.

“Por isso, acho que numa situação como essa de enfrentamento grande que está em risco um projeto de país pela democracia, todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então, defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, seja candidato no processo eleitoral. Precisamos disso. Precisamos vencer a disputa nos estados da extrema direita e precisamos instalar nossos melhores quadros”, prosseguiu.

Ao ser questionada sobre qual cargo Haddad poderia disputar — o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado —, Gleisi afirmou que a definição ainda depende de conversas entre o ministro e o presidente da República.
 

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