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política

há 5 meses

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Simone Tebet prepara saída do MDB e muda eixo político

Candidatura fora do Estado ganha força enquanto apoio ao governo de MS permanece

A saída de Simone Tebet do MDB passou a ser tratada como questão de tempo por lideranças do partido em Mato Grosso do Sul. Nos bastidores, a avaliação é de que a ministra já não faz parte do xadrez político da sigla no Estado, embora mantenha canais de diálogo e respeito com antigas lideranças.

O futuro da ministra deve ser definido após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalha para viabilizar uma candidatura de Simone em São Paulo nas eleições de 2026. A mudança de Estado, no entanto, exige também uma troca de legenda, já que o MDB paulista está alinhado ao atual governador e não abriria espaço para uma candidatura majoritária fora desse acordo.

Alems

Aliados próximos avaliam que a filiação ao PSB é hoje o caminho mais provável, por se tratar de um partido da base governista e com forte presença nacional. A mudança, apesar de estratégica, não é vista como simples para Simone, que construiu quase toda sua trajetória política dentro do MDB e carrega a herança política do pai, o ex-senador Ramez Tebet.

Em Mato Grosso do Sul, a movimentação da ministra não deve se refletir integralmente no campo local. O marido, Eduardo Rocha, permanece no MDB e mantém o alinhamento político com o governador Eduardo Riedel, a quem deve apoiar no projeto de reeleição. Ex-chefe da Casa Civil, Rocha deixou o cargo recentemente para se dedicar à pré-candidatura a deputado estadual.

A permanência de Rocha no MDB e a sintonia com o governo estadual funcionam como um gesto de preservação de pontes políticas no Estado. Nos bastidores, a leitura é de que Simone evita protagonizar um embate local, sobretudo diante da resistência de setores do PT sul-mato-grossense, que não admitem apoio ao atual governador em uma eventual disputa estadual.

A possível candidatura em São Paulo, além de atender ao interesse do Palácio do Planalto, também afasta Simone de um cenário de confronto político em Mato Grosso do Sul, permitindo que a ministra mantenha influência nacional sem romper completamente com suas bases históricas. 

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