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há 5 meses

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Lula parte para o Panamá em missão diplomática com foco em economia e diálogo regional

Presidente brasileiro viaja para fórum econômico e pode encontrar novo líder chileno, enquanto reforça cooperação com países da América Latina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (27) rumo ao Panamá para uma agenda internacional que inclui a participação no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe — considerado por aliados como um evento equivalente ao Fórum de Davos para a região — e a assinatura de um importante acordo de facilitação de investimentos com o país centro-americano.

A viagem tem caráter estratégico e diplomático, com reuniões bilaterais previstas e a expectativa de reforçar laços com líderes da região, num momento em que o Brasil busca ampliar sua presença econômica no entorno e fortalecer alianças políticas.

Alems

Fórum de investimentos e assinatura de acordos

Lula participará, no dia 28 de janeiro, da abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em Cidade do Panamá.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), na agenda oficial está prevista também uma reunião bilateral com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, na qual serão discutidos temas como comércio, investimentos e cooperação técnica entre os dois países.

Na oportunidade, o presidente brasileiro pretende assinar um acordo de facilitação de investimentos com o Panamá, um passo que deve impulsionar a integração econômica entre Brasil e países da América Latina.

Antes da viagem, Lula conversou por telefone com Mulino para acertar detalhes da visita e dos debates que serão realizados no fórum.

O evento também reunirá outros chefes de Estado e líderes da região, abrindo espaço para ampliar a cooperação multilateral e promover o Brasil como protagonista em debates econômicos na América Latina.

Possível encontro com novo presidente do Chile

Além das atividades previstas para a participação no fórum, a diplomacia brasileira estimula a realização de encontros bilaterais informais com outros líderes latino-americanos, entre eles o novo presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

Kast, identificado com a direita chilena e com histórico de críticas a Lula, foi eleito em dezembro de 2025 e deve tomar posse em março. A possibilidade de uma reunião entre os dois está sendo analisada por autoridades brasileiras como “natural” no contexto das atividades paralelas ao fórum panamenho.

A secretária de Assuntos da América Latina e Caribe da chanceleria brasileira, Gisela Padovan, disse que há conversas em andamento para organizar esse contato. Ela ressaltou que “mantemos o diálogo com absolutamente todos os presidentes da região e nossas relações não dependem do ciclo político”.

Contexto mais amplo de relações regionais

A visita de Lula ao Panamá acontece em meio a um crescente esforço do Brasil para ampliar sua presença econômica e geopolítica na América Latina, incluindo iniciativas de diálogo sobre crises regionais como a situação na Venezuela e a possível ampliação de cooperação multilateral.

Além disso, o Brasil tem se posicionado como interlocutor de importância na região, como demonstrado em negociações como o acordo entre Mercosul e União Europeia, celebrado recentemente depois de décadas de negociações, e que posiciona o bloco sul-americano para aumentar o comércio global.

O Panamá, por sua vez, figura entre os países associados ao Mercosul e tem cooperado com o bloco em discussões comerciais e logísticas, aproveitando sua posição estratégica no Canal do Panamá como porta de entrada global para fluxos de mercadorias.

Expectativas e desafios

Especialistas observam que viagens como a de Lula ao Panamá não apenas reforçam os vínculos tradicionais entre Brasília e nações vizinhas, mas também colocam o Brasil em posição de liderar iniciativas econômicas em um momento de transição global, em que a integração regional e a cooperação Sul-Sul ganham relevância.

Neste contexto, o fórum panamenho pode servir como um palco para que o Brasil avance em temas como facilitação de investimentos, promoção do comércio e construção de consensos políticos com a comunidade latino-caribenha, em meio a um cenário internacional de incertezas e disputas estratégicas globais.

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