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Eleições

há 5 meses

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PT intensifica articulações sobre Haddad e movimentações do governo rumo às eleições de 2026

Enquanto dirigentes petistas pressionam Fernando Haddad a entrar na disputa em São Paulo, ministros do governo de Lula começam a se preparar para deixar cargos e concorrer a postos legislativos e executivos

Com as eleições de 2026 se aproximando, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou os debates internos sobre a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em disputas eleitorais em São Paulo — um dos estados mais estratégicos do país. Ao mesmo tempo, a proximidade do prazo legal para desincompatibilização tem levado ministros do governo federal a planejar suas saídas para tentar vagas no Legislativo ou em governos estaduais.

PT pressiona Haddad a disputar vaga paulista

O PT vive uma pressão crescente para que Haddad aceite ser candidato em São Paulo nas eleições de 2026, especialmente ao Senado. A avaliação interna é de que ele acumula baixos índices de rejeição em pesquisas e tem potencial competitivo para representar o partido em uma das duas vagas em disputa no estado — cenário que poderia fortalecer a presença petista no Congresso e ampliar o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alems

A estratégia petista, que inclui conversas entre Haddad e Lula para buscar um consenso, considera que sua participação pode ser crucial para evitar que o bolsonarismo conquiste ambas as cadeiras senatórias em São Paulo, mesmo diante de vantagens regionais de políticos do campo conservador no estado.

Governo se reorganiza para as eleições

A legislação eleitoral exige que ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos deixem seus postos até seis meses antes do pleito — prazo que, nas eleições de 2026, se encerra em abril. Isso tem levado a uma perspectiva de saída de pelo menos 17 a cerca de 20 ministros do governo Lula, que tendem a aproveitar suas experiências no Executivo para disputar vagas no Senado, na Câmara dos Deputados ou em governos estaduais.

Uma das movimentações destacadas é a da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que anunciou sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná. A pasta que ela deixa, responsável pela articulação política do governo, ainda não tem sucessor definido.

Outros nomes cotados para disputar cargos distintos incluem a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), ambos avaliando opções para buscar uma cadeira no Senado.

Desafios e impacto no governo

A desincompatibilização de ministros cria um impacto direto na estrutura da Esplanada e coloca o Planalto diante da necessidade de reorganizar pastas e fortalecer alianças políticas. A movimentação também é vista como parte da estratégia nacional para assegurar uma base aliada mais sólida no Congresso, o que seria vital para um eventual novo mandato de Lula.

Até o momento, Haddad tem dito publicamente que “não pretende se candidatar em 2026”, mas permanece no centro das discussões internas sobre o papel que terá na campanha e sobre como sua eventual saída do governo pode ser alinhada com os objetivos eleitorais da legenda.

A definição de candidaturas envolvendo ministros e a própria articulação de Haddad em São Paulo devem ganhar ritmo nas próximas semanas, à medida que o calendário eleitoral avança e o prazo de desincompatibilização se aproxima.
 

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