O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), assumiu nesta quarta-feira (21) a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC). A cerimônia ocorreu durante a primeira Assembleia de Governadores de 2026, realizada em Brasília (DF).
Ao comentar a nova função, Riedel afirmou que encara o cargo com senso de dever e satisfação. Ele recordou que esteve envolvido na criação do consórcio há uma década, período em que exercia o cargo de secretário estadual de Governo.
“Assumo com muita responsabilidade e com muito orgulho. É um desafio muito grande, eu participei como secretário de estado da criação desse consórcio, há dez anos atrás, e pude acompanhar de perto tudo que aconteceu ao longo desses dez anos, o nível de maturidade ao qual o consórcio chegou”, afirmou.
Compras conjuntas e redução de custos
Durante o discurso, o governador explicou que a atuação do BrC se desenvolve em três frentes, com destaque para a administrativa. Como exemplo, citou a aquisição coletiva de medicamentos no valor de R$ 136 milhões, destinados aos estados que integram o consórcio.
“Poucos consórcios que conseguem fazer isso de forma coletiva, em medicamentos, para serem entregues nos seus respectivos estados. O conselheiro de Rondônia estava falando por exemplo que alguns medicamentos não conseguiam nem estar à disposição de Rondônia pela logística, e pelo consórcio ele consegue”, explicou.
Segundo Riedel, a economia obtida nessas compras varia, em média, entre 14% e 30%. Outro ponto destacado foi a segurança financeira do modelo, já que os recursos permanecem depositados no próprio consórcio, garantindo pagamento em até 30 dias.
“A empresa tem a garantia e a segurança que receber, e o estado a garantia e a segurança que vai ter o medicamento a tempo”, afirmou Riedel.
Atuação integrada entre os estados
Além da área administrativa, o governador mencionou avanços proporcionados pela atuação conjunta em setores como segurança pública e educação. Ele também ressaltou o papel político e econômico do BrC, enfatizando que a cooperação entre os entes federativos ocorre sem interferência de alinhamentos partidários ou ideológicos.
“É um consórcio que discute internamente, independente de questões partidárias e ideológicas, discute a atuação das unidades federativas junto às instituições, seja o Congresso Nacional, seja o Judiciário, porque é importante essa reunião de sete governadores e governadoras de estado, com interesses em comum, trabalhando em conjunto na esfera e na gestão política dos seus interesses”, comentou.
Atualmente, além de Mato Grosso do Sul, fazem parte do Consórcio Brasil Central os estados de Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins e Maranhão, além do Distrito Federal. O grupo atua de forma integrada na formulação de políticas públicas e em iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.


