A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, informou nesta quinta-feira (15) que um cidadão canadense morreu após ação de autoridades do Irã. Segundo ela, ainda não há divulgação de detalhes sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias da morte.
Em publicação nas redes sociais, Anand afirmou que o governo canadense acompanha o caso. “Nossos funcionários consulares estão em contato com a família da vítima no Canadá e meus mais profundos sentimentos estão com eles neste momento”, escreveu.
Repressão a manifestações no Irã
A chanceler canadense também criticou a atuação das forças iranianas diante das manifestações que ocorrem no país. “Os protestos pacíficos liderados pelo povo iraniano — para levantar suas vozes contra a repressão do regime iraniano e suas contínuas violações dos direitos humanos — foram recebidos com um flagrante desrespeito à vida humana. Essa violência precisa parar”, declarou.
Os protestos no Irã se espalharam pelo país desde 28 de dezembro do ano passado, impulsionados principalmente pela crise econômica agravada por décadas de sanções internacionais. A mobilização popular se intensificou a partir de 2022, após a morte de Mahsa Amini, jovem que foi detida por supostamente não usar o hijab de forma adequada e morreu enquanto estava sob custódia policial.
Levantamentos apontam que manifestações já ocorreram em ao menos 187 cidades iranianas. Diante desse cenário, Anita Anand reiterou que o Canadá “condena veementemente” a violência empregada pelas autoridades iranianas contra a população.
O Irã enfrenta uma das maiores ondas de protestos de sua história recente, e a repressão estatal já teria resultado na morte de mais de 2 mil manifestantes, segundo estimativas divulgadas por autoridades e organizações internacionais.


