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Brasília

há 6 meses

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Lula participa de ato pelos três anos do 8 de Janeiro sem presença da cúpula do Congresso e STF

Esvaziada, cerimônia ocorrerá no Palácio do Planalto com reforço na segurança e manifestações em frente ao local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta quinta-feira (8) na solenidade que marcou o terceiro aniversário dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O evento foi realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto, reunindo autoridades e representantes da sociedade civil. 

Ausência da cúpula do Congresso e STF

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recusaram o convite para a cerimônia. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também não compareceu, já que a Corte organizou um evento separado para marcar a data.

Alems

Expectativa de interação com apoiadores

Na programação, estava uma manifestação em defesa da democracia em frente à Praça dos Três Poderes, convocada pelo Partido dos Trabalhadores e movimentos sociais. Cerca de 3 mil pessoas foram esperadas no ato em Brasília. Para garantir a segurança, houve uma operação conjunta da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) com órgãos nacionais.

Veto ao projeto de redução de penas e defesa da soberania

A cerimônia também foi palco para o anúncio do veto presidencial ao projeto de lei que diminui as penas para envolvidos no golpe de 8 de janeiro e que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula já havia sinalizado a intenção de vetar o texto, que foi aprovado pelo Congresso no fim de 2025. “O petista tem até a próxima segunda-feira (12) para formalizar a decisão,” e teria comunicado a aliados que manterá o veto, mesmo que isso gere tensão com o Legislativo.

Além disso, após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro em operação dos Estados Unidos, o evento ressaltou a defesa da soberania e da paz na região.

“O centro do ato de 8 de Janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. É o primeiro 8 de Janeiro após a condenação e prisão dos envolvidos. Agora, é evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8 de Janeiro”, destacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

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