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Venezuela

há 5 meses

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Brasil enviará carregamento de insumos de diálise à Venezuela

Ministro da Saúde anuncia ajuda humanitária após destruição de centro essencial para tratamento renal

O governo brasileiro informou que enviará 40 toneladas de insumos de diálise à Venezuela diante do risco de colapso no atendimento a pacientes renais no país vizinho. O envio será feito por meio de uma aeronave venezuelana, com previsão de decolagem do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta sexta-feira (9). Além dos materiais de diálise, o carregamento também incluirá soluções fisiológicas.

Risco ao tratamento de pacientes renais

Em declaração no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a decisão foi tomada após a destruição do maior centro de diálise da Venezuela durante uma ação militar recente.

Alems

“O maior centro de diálise da Venezuela foi destruído pelo ataque bélico durante o sábado. Isso colocava em risco o abastecimento de cerca de 16 mil pessoas que fazem diálise na Venezuela”, disse o ministro.

Padilha ressaltou que a iniciativa se baseia em princípios de cooperação regional e prevenção de uma crise sanitária com possíveis reflexos no Brasil.

“Fazemos isso porque existe o que chamamos de solidariedade sanitária. Na saúde tem que estar trabalhando junto, ainda mais quando se fala em um país vizinho. Se o Brasil não ajuda, será afetado caso tenha um colapso do tratamento dos pacientes renais crônicos que fazem tratamento na Venezuela”, afirmou.

Doações e contexto internacional

De acordo com o Ministério da Saúde, os insumos foram doados por hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras. Padilha também destacou que a ação tem caráter de reciprocidade, lembrando que a Venezuela auxiliou o Brasil durante a pandemia de Covid-19, ao enviar oxigênio para pacientes internados em Manaus.

A situação humanitária se agravou após uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em Caracas no último sábado (3), que, segundo autoridades venezuelanas, deixou mortos e atingiu estruturas civis, incluindo um centro de distribuição de medicamentos, o que comprometeu o fornecimento de insumos médicos no país.
 

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