Com a expectativa de saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o governo federal iniciou as articulações em torno do nome que deverá ocupar a pasta. De acordo com apurações de bastidores, três nomes concentram as atenções no momento: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o senador e ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.
Lewandowski teria comunicado a aliados que pretende deixar o cargo até o fim desta semana. A decisão está relacionada à possibilidade de desmembramento da atual estrutura do ministério, com a criação de uma pasta específica para a área de Segurança Pública. Caso a mudança avance, o atual ministério perderia atribuições estratégicas, reduzindo o peso político do cargo.
A proposta de divisão do ministério é defendida por setores do Partido dos Trabalhadores e vem sendo discutida como parte da estratégia do governo para o cenário eleitoral dos próximos anos.
Nomes em avaliação
Rodrigo Pacheco passou a ser citado com mais frequência desde o encerramento de seu mandato à frente do Senado. Apesar do reconhecimento no meio jurídico e político, interlocutores avaliam que sua disposição para assumir um cargo no Executivo é limitada, já que o senador sinalizou interesse em se afastar da vida política institucional.
O nome de Andrei Rodrigues ganhou força nas últimas semanas, especialmente após a atuação da Polícia Federal em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso após condenação relacionada à tentativa de ruptura institucional. O diretor-geral da PF é visto como um nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já Vinícius de Carvalho passou a figurar entre os cotados após a atuação da CGU nas investigações sobre fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A condução das apurações e a postura do órgão diante dos descontos indevidos em benefícios previdenciários ampliaram sua visibilidade no debate público.
A definição sobre o novo titular do Ministério da Justiça deve ocorrer nos próximos dias, conforme avança a decisão do governo sobre a reestruturação da área de segurança.


