A vencedora do Prêmio Nobel da Paz e principal nome da oposição venezuelana, María Corina Machado, agradeceu publicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela intervenção militar que resultou na retirada de Nicolás Maduro do poder. Em mensagem divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira (5), a opositora afirmou que o país vive um momento decisivo e que a transição política estaria próxima.
Em sua manifestação, Corina celebrou atos organizados por venezuelanos em diferentes partes do mundo em apoio ao fim do governo Maduro. Segundo ela, mobilizações ocorreram em dezenas de países e centenas de cidades, reunindo apoiadores da oposição e membros da diáspora venezuelana.
“O povo venezuelano se mobilizou em diversos países para celebrar um passo decisivo que confirma a proximidade da transição. Agradecemos ao presidente Donald Trump e à sua administração pela firmeza no cumprimento da lei”, escreveu.
Manifestações e reação internacional
A líder opositora destacou que os protestos em apoio à queda de Maduro foram registrados em países como Chile, México, Argentina e Estados Unidos, além de cidades brasileiras, incluindo regiões próximas à fronteira, São Paulo e Brasília. Para Corina, as manifestações simbolizam o encerramento de um ciclo que ela classifica como autoritário.
A repercussão internacional do episódio recolocou a oposição venezuelana no centro do debate político, especialmente após a captura de Maduro. O foco também recaiu sobre Edmundo González, aliado de Corina e candidato que disputou a eleição presidencial contra o ex-presidente, em um pleito marcado por denúncias de irregularidades e contestação de diversos países.
Distanciamento de Trump e cenário político incerto
Apesar da visibilidade, tanto María Corina Machado quanto González deixaram de ser apontados como nomes certos para liderar um eventual governo de transição. O cenário esfriou após declarações do próprio Trump, que demonstrou ceticismo quanto à capacidade de Corina de reunir apoio nacional.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de ela assumir a liderança do país, o presidente americano afirmou considerar difícil essa hipótese, alegando que a opositora não teria respaldo amplo entre os venezuelanos.
Ainda assim, Corina voltou a convocar a população a permanecer mobilizada, tanto dentro quanto fora do país, e reforçou o discurso de unidade nacional como elemento central do próximo período político.
Alinhamento com os Estados Unidos
Em sua declaração, a líder opositora também sinalizou que, em um novo cenário político, a Venezuela deverá estreitar relações com Washington. Segundo ela, o país pode se tornar um parceiro estratégico dos Estados Unidos em áreas como segurança, energia, democracia e direitos humanos.
“A Venezuela caminhará ao lado dos Estados Unidos. Este é um momento de união, de esperança e de reconstrução. A liberdade está próxima, e vamos celebrá-la em nossa terra”, afirmou.
María Corina concluiu a mensagem dizendo acreditar no retorno de venezuelanos que deixaram o país nos últimos anos, ressaltando que o fim do governo Maduro abre espaço para uma nova fase política, social e econômica.


