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Internacional

há 6 meses

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EUA afirmam na ONU que ação na Venezuela não configura ocupação militar

Representante americano diz que operação teve caráter policial e teve como objetivo a prisão de Nicolás Maduro, acusado de narcotráfico

Durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada nesta segunda-feira (5), o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, declarou que a ação conduzida por seu país em território venezuelano não representa uma guerra nem uma ocupação militar. Segundo ele, a iniciativa teve natureza policial e foi direcionada à captura do presidente Nicolás Maduro, que será julgado nos Estados Unidos.

De acordo com Waltz, a operação não foi voltada contra a população venezuelana, mas sim contra o chefe do governo do país, apontado pelas autoridades norte-americanas como envolvido em atividades de narcotráfico internacional.

Alems

“Não estamos em guerra com a Venezuela ou com seu povo. Não estamos ocupando um país. Trata-se de uma operação policial para prender um narcotraficante, que agora responderá à Justiça nos Estados Unidos, dentro do Estado de Direito”, afirmou o diplomata.

Acusações contra Maduro

Na declaração, o embaixador reforçou as acusações do governo norte-americano contra Maduro, classificando-o como responsável por facilitar o tráfico de grandes volumes de drogas ilegais para os Estados Unidos. Waltz também afirmou que o presidente venezuelano teria se beneficiado financeiramente dessas atividades, ao mesmo tempo em que a população do país enfrentaria uma grave crise social e econômica.

Segundo o representante dos EUA, Maduro contaria ainda com apoio de organizações classificadas por Washington como terroristas, além de autoridades estrangeiras e outros grupos considerados hostis aos interesses norte-americanos.

Waltz também mencionou o controle das vastas reservas energéticas da Venezuela, alegando que esses recursos estariam sob influência de lideranças que, na visão do governo dos EUA, não representam legitimamente a população e não revertem os benefícios ao povo venezuelano.

Operação e captura

A ação militar norte-americana ocorreu no sábado (3), quando forças dos Estados Unidos atacaram diferentes regiões da Venezuela. Na operação, Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e levados para território norte-americano.

Maduro vinha sendo citado como principal alvo das ameaças do presidente Donald Trump, que o acusa de chefiar o Cartel de los Soles, organização recentemente classificada pelos Estados Unidos como grupo terrorista internacional.

Debate no Conselho de Segurança

A reunião do Conselho de Segurança foi solicitada pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, país que tem mantido divergências diplomáticas com o governo Trump. O encontro reuniu representantes de diversos países para discutir os desdobramentos da ação norte-americana.

O Brasil participa da sessão, mas não tem direito a voto por não integrar o grupo de membros permanentes do Conselho. A delegação brasileira é chefiada pelo embaixador Sérgio Danese, que deve se pronunciar durante o debate. Segundo integrantes da diplomacia brasileira, a posição do país em relação à ação dos Estados Unidos contra a Venezuela não sofrerá alterações.
 

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