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Internacional

há 6 meses

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Após queixas de Bolsonaro, Moraes pede esclarecimentos da PF sobre barulho em cela do ex-presidente

Ministro do STF deu prazo de cinco dias para que a corporação informe condições do ar-condicionado após reclamação da defesa do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) apresente informações sobre os ruídos provenientes do sistema de ar-condicionado no espaço onde está detido o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. A corporação terá cinco dias para encaminhar um relatório ao tribunal.

A decisão foi tomada após manifestação da defesa de Bolsonaro, que pediu providências ao STF ao alegar que o barulho constante do equipamento compromete as condições do local de custódia. Segundo os advogados, o ambiente não garantiria níveis mínimos de tranquilidade, descanso e preservação da saúde do ex-presidente.

Alems

Em petição enviada à Corte, a defesa afirmou que o ruído ocorre de forma contínua, ao longo de todo o dia e da noite, o que, na avaliação dos advogados, ultrapassa o simples incômodo e passa a representar um fator de prejuízo à integridade física e psicológica do preso.

“O barulho é permanente, ininterrupto, durante 24 horas, criando um ambiente incompatível com o repouso indispensável à manutenção das condições físicas e mentais do custodiado”, sustenta a defesa no documento.

Pedido de providências

No requerimento apresentado ao Supremo, os advogados sugerem alternativas para solucionar o problema, como a adequação técnica do equipamento, a instalação de isolamento acústico ou até a reorganização do espaço físico, entre outras medidas consideradas equivalentes.

De acordo com a defesa, o sistema de ar-condicionado central fica posicionado ao lado da janela da chamada Sala de Estado da Superintendência da PF em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Ainda segundo o pedido, a janela não teria vedação suficiente para reduzir o ruído gerado pelo aparelho.

A partir das informações que serão prestadas pela Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes deverá avaliar se há necessidade de novas determinações para adequar as condições do local de custódia.
 

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