Em uma ação militar sem precedentes na manhã deste sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma operação em larga escala contra a Venezuela, incluindo ataques aéreos e com mísseis em Caracas e outras áreas estratégicas do país. O presidente venezuelano Nicolás Maduro, junto com sua esposa Cilia Flores, foi capturado por forças americanas e removido do território venezuelano, em meio a relatos de explosões e caos na capital.
As autoridades norte-americanas afirmam que a detenção visa levá-lo aos Estados Unidos para enfrentar acusações criminais. A ação, que marca uma escalada dramática nas relações entre os dois países, desencadeou uma ampla onda de repercussão internacional, com líderes estrangeiros, organizações regionais e moradores venezuelanos reagindo ao episódio.
O ataque dos EUA e a captura de Maduro
Na madrugada de sábado, explosões foram ouvidas em Caracas e em outras regiões do país após o início dos ataques dos Estados Unidos contra alvos considerados estratégicos do regime chavista. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais que a operação “de grande escala” resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.
Segundo o senador republicano Mike Lee, o secretário de Estado Marco Rubio informou que Maduro foi detido por forças americanas para responder a acusação criminal nos Estados Unidos, e que, com ele sob custódia americana, não estão previstas novas ações militares no território venezuelano.
A administração dos EUA tem lançado duras acusações contra Maduro há anos, incluindo narcoterrorismo, tráfico de drogas e corrupção, e aumentou a recompensa por sua captura para até US$ 50 milhões nos últimos meses.
Resposta do governo venezuelano e de líderes chavistas
O governo da Venezuela condenou a operação americana como uma “grave agressão militar” que viola a soberania nacional e a Carta das Nações Unidas, exigindo prova de vida imediata do presidente e de sua esposa por vias diplomáticas.
Em vídeo divulgado às vésperas do ataque, o influente líder chavista Diosdado Cabello pediu à população venezuelana que confiasse na liderança e não cedessem ao desespero diante da crise, destacando a necessidade de manter a calma e resistir ao que chamou de “inimigo terrorista”. Cabello, muitas vezes considerado o principal nome político do regime chavista, afirmou:
“Confiem na liderança, confiem na dirigência do alto comando político-militar para a situação que estamos atravessando... Sabemos sobreviver a todas essas circunstâncias, e além de nós ou de qualquer um de nós, aqui há um povo que está organizado.”
A vice-presidente Delcy Rodríguez também qualificou a ação dos EUA como “agressão imperial” e exigiu esclarecimentos imediatos sobre o destino do casal Maduro-Flores.
Repercussão internacional e posicionamentos de líderes
No continente, as reações foram intensas e polarizadas. O presidente argentino Javier Milei celebrou nas redes sociais a captura de Maduro, repetindo seu slogan de campanha e classificando o ex-líder venezuelano como chefe de uma organização transnacional narcoterrorista. Nas redes sociais, Milei enfatizou:
“La libertad avanza. Viva la libertad, caralh*.”
Imagens publicadas junto ao seu vídeo mostravam trechos de outros líderes latino-americanos, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto de crítica ao chavismo.
Outros governos, como os da Colômbia, Cuba e Rússia, criticaram duramente a operação americana, pedindo reuniões de emergência na Organização dos Estados Americanos (OEA) e no Conselho de Segurança da ONU, classificando a ação como uma violação do direito internacional e da soberania da Venezuela.
Reações nas ruas venezuelanas
Moradores de Caracas registraram cenas de choque, pânico e incerteza no meio dos ataques. Vídeos e relatos nas redes sociais mostram colunas de fumaça, explosões e civis tentando compreender a dimensão dos acontecimentos. Algumas pessoas expressaram alívio diante da notícia da captura de Maduro, enquanto outras manifestaram medo pelo futuro político e social do país.
Consequências geopolíticas e próximas etapas
Analistas internacionais avaliam que a operação dos EUA pode desencadear uma crise diplomaticamente profunda na América Latina, com potenciais reflexos na economia global, fluxos migratórios e relações hemisféricas. A legalidade e legitimidade da ação — conduzida sem mandato de organismos multilaterais — também foram questionadas por governos e juristas ao redor do mundo.
Ainda não há informações oficiais sobre o local onde Maduro será mantido nos EUA ou sobre a data em que deverá enfrentar julgamento, mas autoridades americanas indicam que um processo nos tribunais federais está em preparação.


