A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, anunciada neste sábado (3), desencadeou uma avalanche de reações no cenário político brasileiro. Divergindo sobre soberania, paz regional e futuro da Venezuela, figuras de diferentes espectros ideológicos utilizaram as redes sociais para expressar apoio, críticas e reflexões sobre o episódio que abalou a política hemisférica.
Lula: forte condenação à intervenção militar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou as críticas no Brasil à ação militar norte-americana. Em publicações em sua conta oficial no X, Lula classificou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela como uma “linha inaceitável”, sendo uma afronta à soberania venezuelana e um precedente perigoso para o direito internacional. Para o presidente, o uso de força militar externa ignora o multilateralismo e ameaça a paz regional, reforçando seu compromisso com o diálogo e a cooperação entre países.
Repercussão entre parlamentares: apoio da direita e críticas da esquerda
No Congresso Nacional, a reação foi polarizada:
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O deputado Eduardo Bolsonaro, ex-federal e figura proeminente da ala de direita, celebrou a captura de Maduro nas redes sociais, afirmando que o fim do “regime venezuelano” significaria dias difíceis para líderes do que classificou como o Foro de São Paulo e conclamou: “Viva a liberdade”.
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O senador Sergio Moro (União-PR) também saudou o desfecho, chamando a saída de Maduro de um tirano de Caracas de algo positivo “para Venezuela e para o mundo”.
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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que “que todos os ditadores da América Latina tenham o mesmo destino”.
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), além de comemorar a ação, cobrou um posicionamento oficial de apoio por parte do presidente Lula, dizendo: “Esse canalha do Maduro tem que ser preso para que a Venezuela possa ser libertada”.
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A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) e outros parlamentares da base governista criticaram a ofensiva norte-americana, chamando os ataques de inaceitáveis e uma violação da soberania venezuelana.
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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que a ação americana visa “assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho”.
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O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) comemorou no X: “Acabou o regime ditatorial na Venezuela… finalmente o regime esquerdista… caiu”.
Ratinho Jr.: elogio à “libertação” do povo venezuelano
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr. (PSD), se somou às manifestações favoráveis à ação dos Estados Unidos. Em postagem nas redes sociais, ele parabenizou o presidente americano Donald Trump e afirmou que a operação teria “libertado o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos”.
Romeu Zema: oportunidade de reconstrução após o fim do chavismo
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também reagiu positivamente à notícia da captura de Maduro, destacando que o fim do regime chavista pode abrir caminho para que a Venezuela reencontre paz, estabilidade e desenvolvimento. Zema criticou o legado do chavismo, responsabilizando-o pelo isolamento econômico e pela crise migratória enfrentada pela região, e declarou que a queda de Maduro deve significar novas oportunidades para o povo venezuelano.
Cenário político expõe polarização brasileira
A detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos polarizou ainda mais o debate político no Brasil. Enquanto o presidente Lula e aliados de esquerda denunciavam a ação como violação de soberania e precedentes perigosos no cenário internacional, a direita política brasileira e governadores de estados comemoraram o desfecho e o associaram a uma libertação de um regime autoritário. A diversidade de opiniões reflete as tensões ideológicas internas brasileiras e as complexas repercussões de um evento que tem impacto profundo na geopolítica latino-americana.
Confira as reações dos políticos brasileiros no carrossel abaixo:


