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Maduro chega aos EUA após captura em operação dos EUA e será julgado em tribunal federal em NY

Expresidente venezuelano desembarca sob custódia americana e enfrenta acusações de narcotráfico e narcoterrorismo

O expresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aterrissou nos Estados Unidos na tarde deste sábado (3), depois de ser capturado na madrugada por uma operação militar liderada pelo governo americano em Caracas. Maduro chegou por volta das 18h30 ao Stewart International Airport, no estado de Nova York, acompanhado pela esposa Cilia Flores, e agora se prepara para enfrentar acusações criminais em um tribunal federal em Manhattan. 

Chegada sob escolta e acusações federais

O avião que transportava Nicolás Maduro e sua esposa pousou em solo americano sob forte escolta das autoridades federais, após uma operação em que ambos foram detidos na Venezuela e levados para os Estados Unidos. Segundo as primeiras informações, eles foram conduzidos inicialmente a um centro de detenção em Nova York, onde aguardam audiência judicial marcada para os próximos dias no Distrito Sul de Nova York, em Manhattan. 

Alems

Autoridades americanas devem apresentar a Maduro acusações relacionadas a tráfico de drogas, narcoterrorismo, posse ilegal de armas e outras infrações graves delineadas em uma acusação substitutiva recentemente divulgada. Esse caso já vinha sendo investigado há anos, com acusações iniciais registradas pelo Departamento de Justiça dos EUA em 2020. 

“Maduro será responsabilizado pelos crimes pelos quais foi acusado, incluindo narcotráfico e conspiração com organizações criminosas internacionais”, disse um portavoz do governo americano, citando a séria natureza das acusações, que vêm de uma longa investigação federal.

Operação militar e repercussões internacionais

A captura de Maduro se deu após uma grande operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, envolvendo ataques aéreos e ações coordenadas de forças especiais, incluindo unidades de elite como a Delta Force, segundo reportagens internacionais. A ação foi amplamente divulgada pelo presidente Donald Trump, que caracterizou o ataque como bemsucedido e afirmou que os EUA governariam a Venezuela temporariamente e retomariam o controle de seus recursos petrolíferos. 

Governos e organizações internacionais reagiram de forma diversa: enquanto aliados elogiaram a prisão de Maduro e a tentativa de combater o narcotráfico, países como Rússia, Irã e México condenaram a operação como uma violação da soberania venezuelana. O secretáriogeral da ONU também expressou preocupação quanto à legalidade da ação e fez um apelo por respeito ao direito internacional. 

Consequências legais e próximos passos

Segundo especialistas em direito internacional, a legalidade da apreensão de um chefe de Estado em solo estrangeiro permanece controversa, mas o sistema judicial dos EUA tem precedentes de processar líderes estrangeiros detidos fora do país. Maduro deve comparecer perante um juiz federal para sua primeira audiência já na próxima segundafeira, conforme fontes oficiais, possivelmente no tribunal em Manhattan onde a acusação foi formalizada. 

Ele e a esposa poderiam ser levados ao Metropolitan Detention Center, uma prisão federal em Brooklyn conhecida por abrigar detidos em grandes casos federais, enquanto aguardam os trâmites legais. 

Reações na Venezuela e cenário político

Dentro da Venezuela, a vicepresidente Delcy Rodríguez foi declarada como líder interina conforme a constituição local, embora o governo venezuelano continue a considerar Maduro como seu presidente legítimo e exija provas de que ele esteja vivo após sua transferência aos Estados Unidos. A situação gera incertezas no país e pode intensificar a instabilidade política já vigente há anos. 

A chegada de Maduro ao solo americano e seu julgamento iminente marcam um momento sem precedentes nas relações hemisféricas, com potencial impacto duradouro na política interna venezuelana, na diplomacia regional e na interpretação do direito internacional em casos de captura de líderes estrangeiros acusados de crimes transnacionais. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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