O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniram-se neste domingo (28) em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir possíveis termos de um acordo que ponha fim à guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que já dura mais de três anos. Ambos destacaram progresso nas negociações, mas reforçaram que não há um prazo definido para a conclusão de um tratado de paz.
Progresso sem cronograma claro
Questionado sobre um prazo para o fim formal das hostilidades, Trump evitou mencionar uma data específica, afirmando que seu foco principal é encerrar a guerra e que estabelecer um limite de tempo “não é o mais importante neste momento”. O presidente norte-americano destacou que as negociações estão “nas etapas finais” e que tanto Kiev quanto Moscou estariam dispostos a buscar uma solução diplomática, embora observadores internacionais ressaltem que ainda há questões sensíveis em aberto.
Conteúdo das conversas e pontos pendentes
Segundo os líderes, as equipes de negociação avançaram significativamente em um plano de paz que inclui múltiplos pontos de acordo aproximado — com Trump estimando que cerca de 95% dos termos já foram consensualizados e Zelensky falando em concordância em torno de 90% dos temas levantados até agora. Estes acordos preliminares abordam garantias de segurança para a Ucrânia e mecanismos para evitar novas hostilidades, mas questões cruciais como o status do leste do país (Donbas) e a presença militar futura continuam sem definição.
O presidente ucraniano também mencionou que deseja garantias de segurança mais duradouras, sugerindo extensões que poderiam chegar a décadas, como forma de prevenir futuras agressões russas — um ponto em discussão com os Estados Unidos.
Contexto diplomático e resistência russa
Antes e depois da reunião com Zelensky, Trump manteve diálogo com o presidente russo Vladimir Putin, que, segundo representantes russos, sinalizou abertura para reconsiderar sua postura nos esforços de paz após acusações não comprovadas de um ataque ucraniano que teria atingido uma residência em território russo. Enquanto isso, Moscou mantém posições rígidas sobre demandas territoriais e limitações de alianças militares ocidentais, complicando o processo de consenso.
Além disso, observadores externos — inclusive da mídia internacional — apontam que aceitar algumas das propostas americanas poderia exigir concessões significativas por parte da Ucrânia, como ajustes territoriais ou restrições militares que geram debate interno e ceticismo, tanto em Kiev quanto entre parceiros europeus.
Reações e próximos passos
Após o encontro, Trump afirmou que todos os envolvidos desejam ver um acordo de paz e que as negociações devem continuar nas próximas semanas para concluir os pontos restantes. Zelensky anunciou planos de novas reuniões com representantes europeus e estadunidenses em Washington em janeiro de 2026 para ajustar detalhes.
Apesar do clima relativamente otimista transmitido pelos dois líderes, analistas internacionais sinalizam que esforços adicionais — incluindo maior cooperação de Moscou e definição clara de garantias de segurança para a Ucrânia — serão essenciais para transformar o progresso em um pacto duradouro.


