A equipe médica responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta quinta-feira (25) que a cirurgia realizada para corrigir uma hérnia inguinal bilateral transcorreu conforme o esperado e sem intercorrências. Apesar da boa evolução cirúrgica, o quadro clínico segue sob acompanhamento devido à persistência de soluços, que têm causado desconforto e impacto na recuperação.
Atenção no pós-operatório
No período pós-operatório, os profissionais de saúde têm monitorado com cautela episódios contínuos de soluços, que vêm provocando desgaste físico e dificuldade para o ex-presidente manter o descanso adequado. O sintoma, embora não esteja diretamente relacionado ao procedimento cirúrgico, exige avaliação constante por parte da equipe médica.
Possibilidade de nova intervenção
De acordo com o cardiologista Brasil Ramos Caiado, chegou a ser considerada a hipótese de um procedimento específico para bloquear o nervo frênico — estrutura associada aos movimentos do diafragma e frequentemente ligada a quadros persistentes de soluços. No entanto, os médicos optaram inicialmente por uma abordagem menos invasiva, priorizando o tratamento clínico. Caso não haja melhora significativa, uma nova intervenção poderá ser avaliada e, se necessária, está prevista para a próxima segunda-feira (29).
Origem dos sintomas
Segundo os médicos, os soluços estão associados a alterações no sistema digestivo, incluindo esofagite severa, gastrite e refluxo gastroesofágico, condições já relatadas anteriormente pelo ex-presidente. Esses fatores podem irritar terminações nervosas responsáveis pelos espasmos involuntários do diafragma.
Tratamento adotado
A conduta definida pela equipe envolve ajustes na dieta, controle rigoroso da alimentação e intensificação da medicação voltada ao trato gastrointestinal. O quadro clínico seguirá sendo reavaliado diariamente, com base na resposta ao tratamento e na evolução geral do pós-operatório, antes de qualquer decisão por um novo procedimento médico.

