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Lava Jato

há 6 meses

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PF envia para perícia equipamento usado pela Lava Jato após suspeita de escutas irregulares

STJ determinou análise de aparelho que teria registrado cerca de 30 mil ligações durante atuação da força-tarefa no Paraná

A Polícia Federal encaminhou para exame pericial um equipamento de gravação telefônica utilizado pela antiga força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, com o objetivo de verificar se o sistema foi empregado em interceptações telefônicas sem autorização judicial. A apuração busca esclarecer o funcionamento e a finalidade do aparelho, que teria permanecido ativo por vários anos. As informações são do repórter Aguirre Talento, do jornal Estadão.

A perícia foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após decisão do ministro Luís Felipe Salomão, que rejeitou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao arquivamento do caso. Com isso, a investigação foi reaberta para aprofundar a análise técnica do uso do equipamento.

Alems

Segundo dados preliminares, o sistema analisado teria registrado aproximadamente 30 mil ligações ao longo de quatro anos, período que coincide com fases centrais da Lava Jato. A investigação busca identificar se houve acionamento indevido do aparelho, quem teve acesso aos registros e se o uso respeitou os limites legais previstos para interceptações telefônicas.

Por determinação judicial, a perícia está concentrada na análise de metadados e registros operacionais, como datas de funcionamento, acessos e eventuais exclusões de arquivos. O conteúdo das conversas gravadas não poderá ser ouvido nesta etapa, justamente para evitar novas violações de sigilo.

O inquérito também avalia a responsabilidade de integrantes da força-tarefa que atuavam no período em que o equipamento esteve em operação. Procuradores citados em fases iniciais da apuração negam irregularidades e sustentam que o sistema teria sido instalado com finalidade interna, sem uso para escutas ilegais.

O resultado da perícia será decisivo para definir os próximos passos da investigação. Caso sejam confirmadas interceptações fora dos parâmetros legais, o caso pode avançar para responsabilização criminal e administrativa, reacendendo o debate sobre os métodos empregados durante a Operação Lava Jato.
 

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