A confirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato presidencial do PL em 2026 reacendeu articulações no campo político. A decisão movimentou partidos do chamado centrão, que buscam apresentar uma opção distante da disputa polarizada entre lulismo e bolsonarismo. Nesse cenário, o PSD se coloca como uma das siglas mais empenhadas em ocupar o espaço de uma candidatura de centro.
Sob liderança de Gilberto Kassab, o partido tem concentrado esforços na construção de um nome competitivo, e as conversas internas giram em torno de dois governadores: Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Ratinho afirmou, no sábado (6), que a escolha deve ser feita “em breve”, confirmando que a legenda avalia abertamente as duas possibilidades.
Reação do PSD ao movimento do PL
O governador paranaense classificou Flávio Bolsonaro como “um bom nome” para o PL, destacando sua relevância política. Ainda assim, a oficialização da pré-candidatura abriu espaço para avaliações estratégicas entre partidos do centro, que enxergam potencial para avançar junto ao eleitorado moderado.
Analistas políticos e dirigentes partidários acreditam que a presença do sobrenome “Bolsonaro” na disputa pode afastar parte dos eleitores que rejeitam a polarização, impulsionando candidaturas com perfil mais conciliador.
Pesquisas impulsionam expectativa dentro do partido
A divulgação de um levantamento do Datafolha no mesmo dia fortaleceu ainda mais as ambições do PSD. Segundo a pesquisa, tanto Ratinho Junior quanto o governador paulista Tarcísio de Freitas aparecem competitivos em simulações de segundo turno contra o presidente Lula:
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Lula x Tarcísio: 47% a 42%
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Lula x Ratinho Junior: 47% a 41%
Os números reforçaram a percepção de que Ratinho e Eduardo Leite têm potencial para atrair eleitores em busca de alternativas fora dos extremos políticos.
Disputa pela terceira via ganha força
Para lideranças do centrão, a candidatura de Flávio Bolsonaro consolida o PL como representante do bolsonarismo, abrindo o que chamam de “janela estratégica” para uma opção moderada crescer. A avaliação é que um candidato com experiência administrativa e projeção nacional pode capturar o eleitor cansado da polarização.
Enquanto o PL tenta firmar o nome de Flávio, o PSD avança nas articulações e pretende definir seu rumo no início de 2026, preparando-se para disputar o espaço da terceira via antes do início oficial da campanha eleitoral.


