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Brasil

há 7 meses

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Testemunha afirma que Lulinha recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil de empresário ligado ao INSS

Depoimento entregue à Polícia Federal e encaminhado à CPMI do INSS cita repasses milionários feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS"

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é citado em um depoimento encaminhado à Polícia Federal e posteriormente levado à CPMI do INSS como destinatário de uma espécie de “mesada” no valor aproximado de R$ 300 mil, supostamente paga por Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”. As informações são da coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.

A declaração foi prestada por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma estar sofrendo perseguições por parte do ex-patrão. Segundo ele, além do pagamento mensal, Lulinha também teria recebido um repasse único estimado em R$ 25 milhões, embora o depoimento não esclareça em qual moeda esse valor teria sido pago.

Alems

As informações vieram a público inicialmente por meio de reportagem publicada no site Poder360 e, posteriormente, tiveram a existência do depoimento confirmada junto a integrantes da CPMI do INSS. O conteúdo deve ser abordado e debatido pelos parlamentares durante sessão prevista para ocorrer nesta quinta-feira.

Conforme relato da testemunha, Lulinha e o empresário citado também teriam realizado viagens juntos, ponto que já consta nos documentos em poder da comissão parlamentar. O possível envolvimento é tratado como um dos elementos que podem motivar novos requerimentos de convocação e quebra de sigilos no âmbito das investigações legislativas.

Ainda de acordo com apuração da coluna, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se mudado para Madri, na Espanha, em meados deste ano, com planos de permanecer fora do Brasil até o final do atual mandato presidencial. À época, fontes ouvidas pela colunista apontaram que o contexto das investigações teria influenciado a decisão de deixar o país.

Anteriormente, a CPMI do INSS chegou a aprovar a convocação de Edson Claro para prestar depoimento presencial, mas a iniciativa foi barrada por parlamentares da base governista, que conseguiram derrubar o requerimento.

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