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Eleições no Chile

há 7 meses

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Kast dispara nas pesquisas e amplia favoritismo contra Jara nas vésperas do 2º turno

Levantamento AtlasIntel em parceria com Bloomberg aponta vantagem expressiva de José Antonio Kast sobre Jeannette Jara, enquanto governo de Gabriel Boric registra forte rejeição

Uma nova rodada de pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira indica que José Antonio Kast segue consolidando uma ampla vantagem na corrida presidencial do Chile. O candidato conservador aparece com 56,9% das intenções de voto, enquanto sua adversária, Jeannette Jara, soma 35%. Quando considerados apenas os votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos — Kast chega a 61,9%, abrindo uma diferença elevada sobre a candidata governista.

O estudo ouviu 9.012 adultos entre 22 e 27 de novembro de 2025, com margem de erro de 1,1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Alems

Intenção de voto e percepção pública dos candidatos

O desempenho de Kast acompanha um cenário favorável de imagem. Segundo o levantamento, ele é o único entre os principais nomes avaliados a apresentar saldo positivo: 52% dos entrevistados têm uma opinião favorável sobre o candidato, enquanto 42% afirmam vê-lo de forma negativa.

A situação de Jeannette Jara é oposta. A ex-ministra tem maioria de avaliações negativas — cerca de 62% afirmam possuir visão desfavorável sobre ela, ampliando sua dificuldade de tração na reta final da campanha.

Crise de imagem do governo Boric pesa no cenário eleitoral

O desgaste do governo atual também tem papel central na disputa. A pesquisa mostra que 63,9% dos chilenos desaprovam a gestão do presidente Gabriel Boric. Apenas 34,2% aprovam seu desempenho.

A avaliação geral do governo é predominantemente negativa:

  • 55,6% consideram a administração “ruim” ou “péssima”;

  • 27% classificam como “boa” ou “excelente”.

Os entrevistados apontam ainda os temas que mais afetam sua percepção sobre o país: insegurança pública, criminalidade, narcotráfico, aumento de preços, corrupção e fragilidades no sistema judicial lideram a lista de principais preocupações. Para analistas, esse ambiente favorece candidatos de linha dura e com discurso conservador — perfil no qual Kast se encaixa.

O que esperar da reta final da campanha

Com o segundo turno marcado para 14 de dezembro, a vantagem de Kast se mostra consistente, mas não irreversível. A rejeição elevada de Jara e a imagem positiva de Kast entre parte significativa da população criam um terreno de disputa desigual, especialmente diante do desgaste acumulado pelo governo.

Para a candidata governista, o desafio é reverter sua imagem negativa e atrair eleitores que votaram em candidaturas de centro ou direita na etapa anterior. Será necessário ainda mobilizar a base tradicional da esquerda em um contexto de descrédito generalizado com o atual governo.

No momento, porém, os números reforçam um cenário claro: Kast entra nesta fase decisiva como favorito, sustentado por uma combinação de imagem positiva, desempenho consistente nas pesquisas e o peso da rejeição ao governo. Como mostram ciclos eleitorais anteriores no país, mudanças ainda são possíveis — mas o caminho para Jara é estreito.
 

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