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Mulher

há 7 meses

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Coletivos pressionam Assembleia por órgão dedicado à defesa das mulheres em MS

Manifestação destaca aumento da violência de gênero e cobra institucionalização da Procuradoria Especial da Mulher

Coletivos femininos se reuniram na manhã desta terça-feira (25) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para apresentar um dossiê sobre violência de gênero e pedir a criação da Procuradoria Especial da Mulher no Parlamento estadual. A iniciativa ocorre em um cenário de alerta: novembro já se tornou o mês mais letal para mulheres em mais de dez anos no Estado, somando seis feminicídios.

Do lado de fora da Casa de Leis, manifestantes instalaram 37 cruzes, referência às vítimas de feminicídio registradas desde o início de 2025 — número que já ultrapassa o total do ano anterior. O ato marcou também o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e integrou a programação dos 25 dias de mobilização dedicados ao tema.

Alems

Participaram da ação representantes do Movimento de Mulheres Olga Benário, Associação Elas Podem, Coletivo Ana Montenegro, Católicas pelo Direito de Decidir e Coletivo TransPOR. Os grupos entregaram aos parlamentares um documento com dados atualizados e uma lista de propostas para fortalecer as políticas de enfrentamento à violência de gênero.

Durante a sessão plenária, cerca de dez ativistas exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem cobrando respostas do poder público. Entre os principais pedidos está a implementação da Procuradoria Especial da Mulher dentro da Assembleia. O deputado Pedro Kemp (PT), que dialogou com o grupo, afirmou que pretende articular a apresentação de um projeto de resolução ainda este ano.

Kemp defendeu que a medida seja aprovada antes do recesso parlamentar, permitindo que a estrutura comece a funcionar já no início de 2026. “A situação exige celeridade”, declarou o parlamentar aos movimentos.

Paola Silvestrini, vice-presidente da Associação Elas Podem, lembrou que a mobilização integra a campanha anual dos “21 dias de ativismo” e reforçou que o Estado precisa ampliar sua rede de proteção. Segundo ela, o dossiê destaca a necessidade de mais fiscalização nas medidas já existentes, além da elevação da Subsecretaria de Políticas para Mulheres ao nível de secretaria, com maior autonomia e orçamento.

“As medidas protetivas, por si só, já não são suficientes. Precisamos de novas ferramentas jurídicas e de uma estrutura mais robusta para evitar que mais mulheres morram”, afirmou.
 

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