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Prisão de Bolsonaro

há 7 meses

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Riedel ajusta discurso sobre prisão de Bolsonaro e reforça postura legalista

Após defender o ex-presidente inicialmente, governador de MS afirma que novas imagens mudam a leitura do caso

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), moderou suas declarações sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro após a divulgação de imagens que mostram o ex-presidente tentando danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Riedel participou de compromissos institucionais na manhã desta segunda-feira (24), entre eles a entrega de veículos para ações de vigilância em saúde, e foi questionado pela imprensa sobre o caso. O governador disse que sua primeira reação ocorreu antes da divulgação dos vídeos e que sempre buscou preservar uma avaliação baseada no andamento jurídico.

Alems

“Quando a prisão ocorreu, ainda não havia elementos públicos suficientes. Agora, com os fatos colocados, o processo deve seguir seu curso normal, com as instâncias se manifestando”, afirmou.

Ele também comentou a repetição de crises envolvendo presidentes brasileiros nas últimas décadas. “É lamentável. Desde os anos 2000, tivemos impeachment, prisões e afastamentos. Isso é ruim para a democracia”, disse.

Inicialmente, Riedel havia manifestado preocupação com a saúde de Bolsonaro, mencionando comorbidades e a necessidade de cuidados especiais. Agora, ao comentar o clima político, afirmou esperar um cenário menos polarizado para 2026. “Sou legalista. Defendo que reduzamos a tensão para discutir o que realmente importa para o país”, destacou.

Reações em Mato Grosso do Sul

A decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) de decretar a prisão preventiva de Bolsonaro gerou forte mobilização entre políticos da direita no estado.

A ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) criticou a medida, classificando-a como “inesperada” e “abusiva”, além de reforçar solidariedade ao ex-presidente e à sua família. Para ela, é essencial que o devido processo legal seja respeitado.

Outros parlamentares e lideranças locais também manifestaram apoio, como Rafael Tavares (PL), Rodolfo “Gordinho do Bolsonaro” Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP), Nelsinho Trad (PSD) e Marcos Pollon (PL).

Entenda a prisão

Bolsonaro foi condenado em primeira instância a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, mas o processo ainda não está concluído. Ele cumpria medidas cautelares que incluíam monitoramento eletrônico, permanência em casa, retenção do passaporte e restrição a visitas com aparelhos eletrônicos.

Na madrugada de sábado (22), às 1h08, o sistema registrou violação na tornozeleira. Moraes considerou o episódio um “fato novo”, avaliando risco de fuga — especialmente diante da vigília convocada por Flávio Bolsonaro, da proximidade do ex-presidente com embaixadas e da recente saída do país de aliados próximos, como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro.

A decisão está ligada ao inquérito que apura um suposto esforço de Eduardo Bolsonaro para pressionar autoridades norte-americanas durante o julgamento da ação penal do golpe.
 

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