A prisão preventiva de Jair Bolsonaro desencadeou uma nova ofensiva do PL no Congresso. A cúpula do partido se reuniu nesta segunda-feira (24) para discutir estratégias em torno do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, proposta que permanece parada na Câmara dos Deputados.
Após o encontro com Valdemar Costa Neto e com os advogados de Bolsonaro, parlamentares decidiram reforçar a mobilização em favor da matéria. A avaliação interna é de que a detenção do ex-presidente aumenta a pressão política pela análise do projeto, mas não garante votos suficientes para aprová-lo.
Por isso, integrantes do PL admitem negociar a votação da dosimetria das penas como alternativa. A ideia é permitir que o texto seja apreciado e, posteriormente, apresentar um destaque em plenário para tentar excluir Bolsonaro da punição.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não definiu se colocará o tema em votação. Enquanto isso, o partido mantém articulações para transformar a prisão em um elemento de urgência no debate legislativo.

