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Política

há 7 meses

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Eduardo Bolsonaro atribui redução de tarifas dos EUA a fatores internos e critica atuação do STF

Deputado afirma que decisão do governo norte-americano não teve relação com esforços diplomáticos brasileiros e volta a responsabilizar Alexandre de Moraes por sobretaxa aplicada ao Brasil

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta quinta-feira (20) que a diminuição parcial das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não deve ser interpretada como resultado de negociações conduzidas pelo governo brasileiro. Para ele, a mudança reflete exclusivamente interesses domésticos da gestão de Donald Trump.

Em publicação feita na rede X, o parlamentar argumentou que o recuo das tarifas está ligado ao aumento recente da inflação nos EUA, especialmente em áreas que dependem de insumos importados. “A decisão dos Estados Unidos segue uma lógica interna, que busca aliviar pressões inflacionárias. Não há mérito diplomático brasileiro nessa medida”, afirmou.

Alems

Eduardo Bolsonaro também sustentou que Trump estaria empenhado em apresentar respostas rápidas à população diante do cenário econômico, visando impactos ainda antes do processo eleitoral norte-americano.

Críticas ao STF

Além de comentar a redução parcial das taxas, o deputado voltou a responsabilizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela tarifa de 50% que ainda incide sobre grande parte das exportações brasileiras. Segundo ele, a sobretaxa seria consequência de um ambiente de instabilidade institucional atribuída ao ministro.

Em suas palavras, a medida passou a ser tratada como “tarifa-Moraes”, que, na visão do parlamentar, reflete “preocupações internacionais com os rumos institucionais do Brasil”.

Novas declarações de Eduardo Bolsonaro

Nesta sexta-feira (21), Eduardo Bolsonaro voltou a comentar o tema por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais. O parlamentar reforçou que a decisão da Casa Branca não deve ser atribuída a esforços diplomáticos do governo brasileiro, mas, novamente, a fatores internos dos Estados Unidos. Segundo ele, o alívio tarifário anunciado por Donald Trump estaria ligado a pressões econômicas e políticas domésticas, incluindo cobranças de setores alinhados ao movimento MAGA e de parlamentares no Senado americano.

“É uma boa notícia. Ninguém é a favor de tarifas, isso nunca foi nosso projeto, mas enxergamos nelas um meio de pressão”, afirmou. Eduardo reiterou que, à época da imposição das sobretaxas, Trump teria justificado as medidas citando ações do ministro Alexandre de Moraes relacionadas aos processos que envolvem Jair Bolsonaro e aliados. Para o deputado, a retirada parcial das tarifas atendeu à necessidade do governo norte-americano de reduzir custos de produtos importados que vinham pressionando a inflação local.

Ele também reforçou que a flexibilização tarifária incluída na decisão americana beneficiou não apenas o Brasil, mas também países como a Colômbia, evidenciando, em sua leitura, que o movimento é parte de um ajuste econômico interno — e não fruto de negociações do governo Lula.

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